sexta-feira, 17 de julho de 2015

REFORMA PROTESTANTE E O REFORMADOR CALVINO

   

João Calvino nasceu em Noyon, na França. Seu pai foi um advogado da Igreja Católica. Em 1533 Calvino se declarou protestante, influenciado por Lutero. Foi um dos reformadores religioso do seculo XVI, deixou a França estabeleceu-se em Basileia, na Suíça. Calvino desenvolveu a igreja que atualmente é chamada de presbiteriana. Uma religião que tinha como princípio a predestinação absoluta. Segundo ele, Deus escolhia seus salvos antes de nascerem, estes por sua vez seriam grandes trabalhadores e teriam uma boa quantidade de dinheiro.
São muitos os que atribuem a Calvino a invenção do capitalismo. Lógico que esta doutrina ele criou para agradar a classe crescente da época, os burgueses, que eram combatidos na época pela Igreja Católica. No movimento reformista, Lutero não concordou com o "estilo" de reforma de João Calvino. Martinho Lutero queria reformar a Igreja católica enquanto João Calvino acreditava que a Igreja estava tão degenerada que não havia como reformá-la. Calvino se propunha a organizar uma nova igreja que, na sua doutrina (e também em alguns costumes), seria idêntica à Igreja Primitiva. Já Lutero decidiu reformá-la, mas afastou-se desse objetivo, fundando, então, o protestantismo que não seguia tradições, mas apenas a doutrina registrada na bíblia .
Na reforma protestante, houve intolerância religiosa dos calvinistas. O pai dos Presbiterianos era intolerante e não tinha piedade. Entretanto, apreciava passar os seus tempos livres no lago de Genebra, lendo as escrituras e bebendo vinho tinto. Mandou para a fogueira um grande sábio, o humanista e médico Miguel Servet Grizar, que descobrira a circulação do sangue, por dizer que tal descoberta era anti-bíblica, por manifestar simpatia pelos Anabatistas. Calvino mandou à fogueira também muitos outros estudiosos e cientistas. Sem dúvida, não são poucos os exemplos de intolerância religiosa nos variados espaços que vivenciaram a Reforma Protestante.
Em 1560 o Parlamento Escocês influenciado por Calvino decretou PENA DE MORTE a todos os católicos, na Escócia. O poder civil aboliu por lei o catolicismo e obrigou todos a aderir à igreja “calvinista presbiteriana“. Os padres permaneceram, mas tinham de escolher outra profissão. Quem era encontrado celebrando missa era condenado à morte. Católicos recalcitrantes foram perseguidos e mortos, igrejas e mosteiros arrasados, livros católicos queimados. Tribunais religiosos (inquisições) foram criados para condenar os católicos clandestinos. (Westminster Review, Tomo LIV, p. 453)
Em 1570 foram enviados ao Brasil para evangelizar os índios, o Pe. Inácio de Azevedo e mais 40 jesuítas vinham a bordo da nau “S. Tiago“ quando em alto mar os interceptou o “piedoso“ calvinista Jacques Sourie, como prova de seu “EVANGÉLICO" zelo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978).
Os calvinistas eram os mais abomináveis piratas de todos os tempos... A sua cupidez era sem igual. Queriam fazer ressoar em toda parte o seu grito de guerra: A palavra de Deus segundo Calvino. "Saqueavam igrejas e conventos e infligiam aos Religiosos um trato tal que poucos paralelos se encontram na história dos povos" (Kervin de Lettenhove, Lês Huguenots et lês Gueux, tomo II Bruges, p. 408) Caiu nas mãos dos algozes um sacerdote chamado Vicente, de 85 anos de idade; meteram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, e puse­ram-lhe no ombro uma cruz confeccionada às pressas, após o quê atre­laram o padre a uma carroça para que a puxasse; tendo assim tratado o ancião, deram-lhe o golpe mortal. No ano de 1547, James Gruet atreveu-se a publicar uma nota criticando Calvino e por isso foi preso, torturado duas vezes ao dia durante um mês e sentenciado à morte por blasfêmia, tendo os pés pregados a uma estaca e sua cabeça cortada.
Em Genebra, um dos berços da Reforma Protestante e onde ela se mostrou bastante radical, funcionou uma verdadeira “polícia da fé”. João Calvino (1509-1564), devido à sua autoridade sobre os protestantes suíços, era conhecido como o “papa de Genebra”. “João Calvino governou Genebra tão brutalmente quanto Josef Stalin, na Rússia” Robert Wrigh(1) - Ensaísta e escritor americano Ao organizar a Igreja Presbiteriana, instaurou comissões compostas de religiosos e leigos:
-A Venerável Companhia, responsável pelo magistério,
-O Consistório, que zelava pela disciplina religiosa.
-Promovia confissões,
-Denúncias,
-Espionagens
-Visitas às residências, levando muitos à prisão, à tortura, ao julgamento, em alguns casos, à morte.
Na Inglaterra, promoveu uma verdadeira caça às bruxas levou à morte centenas de mulheres acusadas de feitiçaria. A experiência persecutória inglesa foi ainda “exportada” para as colônias na América do Norte, como no famoso episódio das “bruxas de Salem”, ocorrido em Massachusetts, em fins do século XVII, em que várias adolescentes foram mortas, acusadas de promover reuniões em torno de uma fogueira nas quais, supostamente, invocavam espíritos.
Nos seus últimos anos de vida, a saúde de Calvino começou a vacilar. Sofrendo de enxaquecas, hemorragia pulmonar, gota e pedras nos rins. O mesmo morreu em Genebra em 1564. Relata-se que, no fim de sua vida, ele agradeceu aos seus colegas religiosos “por terem dado tanta honra a uma pessoa que com certeza não merecia”, implorou perdão por suas persistentes franquezas, impaciência, intolerância, ira.
O protestantismo nasceu dentro de um contexto de conflitos sangrentos, falta de comunhão entre os líderes, governos eclesiásticos incompatíveis entre si. A Bíblia é interpretada escandalosamente, cismas, heresias continuam a dividir o cristianismo. Foi com muita razão que o intelectual inglês e ex-protestante John Henry Newman afirmou: “Aprofundar o conhecimento a cerca da história é abdicar do protestantismo”.


Informações retiradas da internet






terça-feira, 14 de julho de 2015

LUTERO SEUS ULTIMOS DIAS

      

O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: "Martinho Lutero – sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505", Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudo chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu “medo da morte” ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.
Lutero tinha um temperamento extremamente mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, a sua neurose atingiu os limites extremos. Estudos especializados lhe atribuem uma "neurose de angústia gravíssima", do tipo que leva ao suicídio (Roland Dalbies, em "Angústia de Lutero")
O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:
"Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente. Tinha a boca torta e a parte direita do rosto escura; o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados da véspera, para anunciar-lhes aquele execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de Lutero no seu leito, e anunciássemos ao povo que o 'Mestre Lutero' tinha improvisadamente abandonado esta vida"
Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: "Os Três Reformadores". Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram.
Portanto, irmãos separados da Igreja Católica por esse falso e ébrio reformador, abram os olhos, e voltem à verdadeira Igreja de Jesus Cristo. É fácil de reconhecê-la:
Veja as suas opiniões sobre as coisas sagradas, bíblia, etc
Lutero disse: A Bíblia poderia ser melhorada
“A história de Jonas é tão monstruosa que é absolutamente incrível.” (Os fatos sobre Lutero, O’Hare, TAN Books, 1987, p. 202.)
“O livro de Ester, eu lanço no Elba (rio). Eu sou como um inimigo para o livro de Ester, que eu gostaria que não existisse, pois Judaíza demais e tem em si uma grande dose de loucura pagã.” (Ibid.) “É de muito pouco valor o Livro de Baruque, quem quer que seja o digno Baruque”. (Ibid.)
“… A epístola de São Tiago é uma epístola cheia de palha, porque não contém nada evangélico.” (Prefácio ao Novo Testamento, Dillenberger. Ed, p. 19.)
“Se disparate é falado em qualquer lugar, este é o lugar. Eu passo por cima do fato de que muitos afirmaram, com muita probabilidade, que esta carta não foi escrita pelo apóstolo Tiago, e não é digna do espírito do apóstolo”. (Servidão pagã da Igreja, Dillenberger. Ed, p. 352.)
Lutero disse: Persiga o povo judeu
“Os judeus são demônios jovens condenados ao inferno.” (Obras de Lutero, Pelikan, vol. XX, p. 2230).
“Queime suas sinagogas. Proibam- nos todos os que mencionei acima. Force-os a trabalhar e tratem-nos com todo o tipo de gravidade, como fez Moisés no deserto e matou três mil … Se isso não adianta, temos de levá-los fora como cães raivosos, de modo que não podemos ser participantes de sua blasfêmia abominável e de todos os seus vícios, e tendo em vista que não pode merecer a ira de Deus e ser condenado com eles. Tenho feito o meu dever. Vamos todos nos assegurar de que cada um faz o dele. Eu estou desculpado.” (“Sobre os Judeus e Suas Mentiras”, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 290.)
Lutero disse: “Seja um pecador”
“Seja um pecador, e deixe os que vossos pecados sejam fortes, mas deixe que vossa confiança em Cristo também seja forte, e nos glorificamos em Cristo que é a vitória sobre a morte, o pecado e o mundo. Nós cometemos pecados enquanto estamos aqui, pois esta vida não é um lugar onde resida a justiça … Nenhum pecado pode nos separar d’Ele, mesmo se estivéssemos a matar ou cometer adultério milhares de vezes por dia.” (Que os vossos pecados sejam fortes, a partir de “O Projeto Wittenberg, ‘O Segmento Wartburg”, traduzido por Erika Flores, de Saemmtliche Dr. Martinho Lutero Schriften, Carta n º 99, 1 de agosto de 1521)
Lutero disse: Fazer o bem é mais perigoso que pecar
“Estas almas piedosas que fazem o bem para ganhar o Reino dos Céus, não só nunca terão sucesso, mas devem mesmo ser contadas entre os ímpios, é mais importante preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado.” (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, em Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 122.)
Lutero disse: Não há nenhum livre arbítrio
“… No que diz respeito a Deus, e em tudo o que traz a salvação ou condenação, (o homem) não tem ‘livre arbítrio’, mas é um prisioneiro, cativo e escravo, quer da vontade de Deus, ou da vontade de Satanás.” (Da redação, “Escravidão da Vontade”, Martin Luther:.. As seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 190)
“… Nós fazemos tudo por necessidade, e nada pelo ‘livre arbítrio’, pois o poder de ‘livre arbítrio’ é nulo …” (Ibid., p. 188.)
“O homem é como um cavalo. Deus por acaso salta na sela? O cavalo é obediente e se acomoda a todos os movimentos do cavaleiro e vai para onde ele o quer. Será que Deus derruba as rédeas? Assim, Satanás pula no lombo do animal, que se dobra, anda e se submete à esporas e caprichos do seu novo piloto … Portanto, necessidade, não o livre arbítrio, é o princípio de controle do nosso comportamento. Deus é o autor do que é mal, bem como do que é bom e, assim como Ele dá a felicidade àqueles que não a merecem, Ele também maldiz aqueles que merecem o seu destino.” (De Servo Arbitrio; 7, 113 seq. Citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero", TAN Books, 1987, pp 266-267).
Informações, retiradas de sites da internet.
Pe Antonio Gouveia





sábado, 11 de julho de 2015

PROFETAS DA ESPERANÇA

   

 Nosso boníssimo Deus expressa o seu amor através dos batizados e batizadas que num autentico e vivo testemunho cristão se tornam reflexo de Deus no mundo. A primeira leitura destaca essa atitude no testemunho do profeta Amós, no ano
762 A.C, no reino do norte em Israel, no santuário de Bétel lugar sagrado para o povo, Amós de forma profética denuncia a corrupção dos poderosos, fato que era justificado pelo sacerdote Amasias defensor dos interesses do rei.
 O mal estar surge quando o profeta Amós não concorda com esse tipo de religião atrelado ao poder, ao trono, por isso o mesmo é convidado a se retirar do santuário, voltar para a sua terra.
 O texto deixa bem claro a distinção entre o exercício profético. Um é o que ampara o poder desse mundo, uma religião dependente do poder imperial, o rei, Amasias, e o sacerdote da corte do rei. Outro é o profetismo missionário de Amós que serve só a Deus ao povo oprimido, conduzido, amparado, por Deus Amós obedece ao que lhe foi pedido por Deus "Vai profetizar para Israel meu povo". No exemplo de Amós podemos ver a Igreja que deve sempre agir longe dos poderes desse mundo, somente dessa forma terá liberdade, autenticidade para ser libertadora, semeando amor, justiça e paz. O salmo canta, "a verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçaram" verdade, amor, justiça, paz deve resultar de um profetismo sadio libertador, queremos ver, viver a bondade, paz, justiça, amor como frutos de um profetismo, atuante, em favor dos pobres e marginalizados. Amasias a serviço do rei não tinha essa atitude.
 A segunda leitura narra Paulo na cidade de Éfeso, glorificando a santíssima trindade "Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo ele nos abençoou com toda a benção de seu Espirito". Apesar de nossos pecados e fraquezas,Deus nos escolheu antes da fundação do mundo,
nos fez construtores da historia, nos convida a santidade,
nos acolheu em Jesus Cristo como seus filhos e filhas adotivos, nos libertou com o seu sangue, perdoa as nossas faltas, nos dá a sua graça abrindo-nos para a sabedoria e prudencia, .O santo evangelho mostra Jesus, chamando os discípulos, a serem profetas da esperança, dois a dois, em comunidade seguem edificando o reino e Deus, seu projeto de amor, curando doentes com o remédio da Boa Nova. No poder de Deus, expulsava espíritos impuros ou seja, tudo aquilo que dificultava as pessoas à aderirem Deus e sua palavra. Despojados, desapegados dos bens materiais nada levavam consigo, nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura "Nada te perturbe, nada te assuste, tudo passa. Deus nunca muda. A paciência tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta!"
(Santa Tereza d'Avila) ou seja, são livres para abraçarem a missão.
 Os apóstolos de Jesus, são sinal de esperança, para desanimados, lançando-se em missão confiando só em Deus, ao mesmo tempo que são enviados, Jesus os manda sacudir o pó das sandálias contra aqueles que não os receberem é uma atitude de denuncia contra a hipocrisia dos fariseus, escribas e doutores da lei "O que temer? Nada. A quem temer? Ninguém. Por quê? Porque aqueles que se unem a Deus obtém três grandes privilégios: "Onipotência sem poder; embriaguez, sem vinho e vida sem morte"
(São Francisco) Peçamos a interseção dos santos para vivermos o plano de Deus na historia, sendo profetas e profetizas da esperança.

Pe. Antonio Gouveia

sábado, 4 de julho de 2015

CORAGEM! DEUS É CONTIGO



O decimo quarto domingo T.C, descreve que a força divina é o elemento principal na vida do profeta, do discípulo de todos os que abraçam a missão. Na primeira leitura vemos a manifestação Espiritual de Deus, encorajando o profeta Ezequiel para que se dirija a uma nação rebelde, povo de cabeça dura, coração de pedra. Tal qual o mundo atual. Munidos da palavra de Deus, iluminados pelo Espirito Santo, nutridos no Cristo, dirijamos-nos à todos e todas com o anuncio alegre da boa nova, só assim seremos uma Igreja em saída, contagiante e missionaria.
A vocação do profeta é fortalecida no Espirito de Deus, a iniciativa é sempre de Deus que busca seu povo através do profeta, homem comum à serviço de Deus em favor do povo, cabe ao profeta ser sinal de esperança. Fica para todos os batizados a forte mensagem de que devemos sim nos colocarmos a serviço de Deus, deixarmos ser preenchidos por seu Espirito, força divina que nos coloca em atitude de missionários, diante de um mundo cujo povo ainda permanece com o coração fechado para a boa nova.
Assim também o serviço profético e missionário nunca deixou de existir, é uma realidade viva no mundo que é sempre terra de missão. Na segunda leitura Paulo reconhece as dificuldades de seu apostolado, encontra nas forças do mal ou seja em satanás a causa de todos as dificuldades. O que fica de mais significativo é que Paulo aceita as suas limitações, fraquezas, com uma humildade tremenda "Por isso de bom grado, eu me gloriarei de minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim" somente nessa condição dependente da graça de Deus o mesmo é preenchido por Cristo. 
No relato do santo evangelho, Jesus visita sua terra natal, Nazaré na Galileia, porem não é aceito. Podemos identificar nessa recusa, todas as dificuldades inerente ao ato de evangelizar. Na primeira leitura foi o profeta Ezequiel, na segunda leitura foi Paulo, agora é o próprio Jesus enfrenta a descrença de seus compatriotas, no entanto nosso bom e amado salvador só queria liberta-los da escravidão do pecado, dar-lhes santidade, alegria, foram incapazes de perceber as riquezas que o Amado Mestre e Senhor lhes oferecia, na debilidade espiritual teve como resposta só recusa e descredito. Qual a causa de tanto desprezo? talvez por ser filho de um simples carpinteiro e de Maria? por conviver com os membros de sua família patriarcal? porque Jesus não era aceito na sinagoga? ou simplesmente por que, tudo o que Jesus falava e realizava vinha diretamente de Deus, eles não percebiam?, ou a dureza do coração daquele povo de mente fechada jazia nas trevas? A verdade é que em Cristo se fazia realidade a onisciência, onipresença e onipotência.
Curando doentes, impondo-lhes suas santas mãos, ignorando a falta de fé daquele povo Jesus segue firme na augusta missão de fundar o reino de Deus, Elevar o mundo decaído como reza a oração da coleta dessa santa missa "Ó Deus, que pela humilhação de vosso filho reergueste o mundo decaído, enchei os vossos filhos de santa alegria, e dai aos que libertastes da escravidão do pecado, o gozo das alegrias eternas" (MR-pag-3580) a forte mensagem de coragem é semeada a todos que desejam anunciar o reino de Deus, coragem, Deus é contigo, comigo com todos que de boa vontade com confiança em Deus servindo a santa mãe igreja se tornam missionários, missionárias no mundo sedento de amor, que urgente precisa conhecer Jesu Cristo.


Pe. Antonio Gouveia

sábado, 20 de junho de 2015

VENÇAMOS O BRAVO MAR


Aqueles que permanecem firmes no amor de Deus se deixam conduzir por Deus, encontram forças para amar, temer, servir, vencer as tempestades que com frequência sopram contra a vida. Essa é a forte e poderosa mensagem do decimo segundo domingo do tempo comum "Mas gritaram ao Senhor na aflição, ele os libertou daquela angustia. Transformou a tempestade em bonança e as ondas do oceano se calaram." 
A analogia do mar enfurecido simboliza os transtornos da vida abrandados por Deus que em sua bondade se faz presente ao lado de ser humano, o conduz oferecendo-lhe vida e salvação "Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, porque eterna é a sua misericórdia!" (Sal-106) A pequenez do ser humano é engrandecida por Deus, que ao ser tocado, se torna partícipe da grandeza e soberania de Deus. Nisso você, eu todos nós venceremos as tempestades da vida.
Na primeira leitura, Jó em seu sofrimento encontra resposta em Deus, que faz cessar a arrogância das ondas, ou seja, do sofrimento. Fica a mensagem de que o ser humano deve buscar em Deus toda força para enfrentar as ondas revoltosas da vida. São Paulo na segunda leitura convida a sermos renovados no amor de Jesus. Longe de todo egoismo, discórdias... estejamos sempre em Jesus somente nele somos novas criaturas, como tal podemos construir uma nova civilização de amor, paz e solidadriedade, nisso venceremos as tempestades do rancor, discórdias, soberbas, arrogâncias...
No santo evangelho são Marcos destaca o frutuoso anuncio do reino de Deus em Jesus Cristo, que tem o poder de acalmar uma tempestade, essa pode ser vista como a forma orgulhosa, opressora e intimista das autoridades religiosas judaicas, era essas as dificuldades enfrentadas pelos discípulos de Jesus, muitas vezes atormentados pelo medo, achavam que iam perecer, Jesus os encoraja "Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" a figura do barco nos faz pensar na Igreja de Cristo sob as ondas revoltas do mundo pagão e descrente, ao mesmo tempo nos chama a responsabilidade para assumirmos o nosso batismo, vivermos nossa vocação de missionários, lutando contra toda forma de tempestade com coragem e fé, pois Cristo está conosco. Não nos esqueçamos que o mar com todos os vendavais obedeceram a Cristo. A força generosa e sobrenatural de Jesus seja para todos os seus: calmaria, paz e serenidade.

Pe. Antonio Gouveia

sábado, 23 de maio de 2015

O ESPÍRITO SANTO DILATA A FÉ



A festa que a igreja celebra cinquenta dias depois da páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, é a festa da expansão da fé, da dilatação da igreja, da alegria de todos os fiéis resgatados purificados no santo sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo que a todos reveste no Espírito Santo. Em todos os recantos da humanidade onde brilha o esplendor do Espírito Santo reina alegria e o louvor. O fundamento desta festa está diretamente ligada ao ato caridoso de Jesus Cristo que concede aos seus a sua própria força "Recebei o Espírito Santo". 
Esta doação se estende à todos aqueles que abraçando a fé proclama: "Jesus Cristo é o Senhor"; portanto à todos os batizados sob a ação do Espírito Santo, com testemunho de uma fé viva, autentica renovam a face da terra, bendiz a grandeza do Senhor em suas numerosas obras presentes no universo e no interior de suas criaturas. Com o Espírito Santo renascem, vivendo para sempre na glória do Senhor, louvando-o com alegria testemunhando as realidades do céu, ainda que numa vida terrena, pois o pai dos pobres nosso bom, eterno Deus enriquece nossa existência com os dons celestes, dilatando o próprio céu em nossa natureza, ou seja, dentro do nosso coração, cabe a nós, hospedar, acolher, desfrutar do sopro vital celeste que nos dá esperança, descanso, alívio e luz.
O próprio Espírito, infinitamente Santo nos purifica, nos guia fazendo brilhar em nós sua luz que resplandece na Igreja, povo de Deus chamados a missão que na renovação da luz do Espírito rompe com a barreiras que impedem a expansão da fé.
Deixemos-nos inflamar na misericórdia que chega até nós dando-nos paz e conversão, disponhamos-nos ao mandato de Jesus que à todos envia no seu Espírito para construir uma nova humanidade com o recurso da diversidade dos dons, dos ministérios derramados abundantemente sobre o corpo de Cristo a Igreja que é o povo unidos em um único Espirito, proclamam a linguagem do amor, fazendo-se entender através das maravilhas de um Deus que se faz realidade no nosso meio. Vem Espírito Santo, fortalece a minha fé robustece a Igreja, inspira-nos viver conforme os teus ensinamentos dai-nos o dom de uma comunicação compreensiva, acolhedora, uma fé que envolva o outro como resultado da união e da fé "O Espírito do Senhor encheu o universo; ele mantem unidas todas as coisas e conhece todas as línguas, aleluia" (Sb 1,7).

Pe. Antonio Gouveia



sábado, 9 de maio de 2015

TEMPO PASCAL, TEMPO DE AMOR

     

O tempo pascal é tempo de vida nova que brota do ressuscitado para toda pessoa, vivamos com imensa alegria este tempo glorioso vamos a cada dia rompendo com a discriminação pois o anuncio da boa nova é o perfeito exemplo da comunidade aberta ao dialogo e acolhida.
Esta é a marca de identidade, o selo da nossa vivencia Cristã "o Senhor fez conhecer a salvação e revelou sua justiça ás nações!" nesse sentido a primeira leitura descreve Pedro em seu ministério levando a palavra de Deus, ao mundo pagão, especialmente à casa de Cornélio, homem importante, porem pagão, um centurião romano que se converte com toda a sua família. Sem fazer acepção de pessoas o anuncio da boa nova chega a todos “Deus não faz distinção entre as pessoas; pelo o contrario aceita quem o teme e pratica a justiça. Qualquer que seja a nação a que pertença."
(vers. 34-35).
O Espirito Santo é derramado, isso é um forte sinal de que a salvação é oferecida a todos, pois na compreensão judaica a salvação era só para eles. Se algum pagão desejasse ser salvo tinha que se converter ao judaísmo, cumprir a lei de Moises, se deixar circuncidar. Com a pregação apostólica a salvação é vista como um ato de amor, iniciado por Deus, realizado por Jesus, oferecido à todos.
A segunda leitura João descreve o amor como elemento principal de fé cristã, força da comunidade que se renova e comunga do amor presente em Jesus, que vindo ao encontro do ser humano o ama de forma incondicional, nos fazendo amar o próximo com humildade, caridade, nos purificando a fim de que permaneçamos na fidelidade da fé "É preciso que o amor de Deus seja tão grande que chegue a extinguir por completo nosso amor próprio." (Beata Elisabete da Trindade ). O amor que nosso salvador Jesus Cristo derramou abundantemente sobre os seus, é vinculo de permanência da nossa vida em Deus através do Cristo no Espirito Santo nos conduz a perfeição e alegria plena de fé nos renova sempre gerando, comunhão, amizade para quebrar a descriminação.
Como Igreja celebremos fervorosamente a ressurreição, praticando amor, vivendo a justiça, perdão, graças que chegou até nós de forma jubilosa com o ressuscitado. A santa igreja católica nos recorda no sexto domingo da pascoa o urgente pedido do Jesus; "permanecei no meu amor, guardem os meus mandamentos, amai-vos uns ao outros", é pois somente na força santificadora da palavra de Deus que acontece a mudança de nossa condição, de simples mortal para ressuscitado “Pense, homem, o que será de você: alimento para os vermes”. “Os vermes irão nos comer, a todos” (Papa francisco) se algo pode nos fazer evoluir, é o amor, só ele nos salva, invoquemos sobre toda a terra a proteção da Mãe do amor a virgem Maria que na sua generosa capacidade acolheu viveu e doou o amor a todos,em seu filho Jesus nosso redentor.


Pe. Antonio Gouveia