sábado, 15 de agosto de 2015

DOR




Metherell, médico pela Universidade de Miami, dá detalhes da morte de Jesus Cristo
Ele possui diploma de médico pela Universidade de Miami, na Flórida. E.U.A doutorado em engenharia pela Universidade de Bristol, na Inglaterra. È reconhecido como diagnosticador pelo American Board of Radiology foi consultor do National Heart, Lung, e do Blood Institute dos National Institutes of Health de Bethesda, em Maryland. Foi cientista pesquisador, professor na Universidade da Califórnia, Seus estudos engenhosos das contrações musculares foram publicados em The Physiologist e Biophysics Journal
o mesmo interpreta as dores de Cristo, sofrimento, tortura, anterior à cruz .
Os açoitamentos romanos eram famosos por serem terrivelmente brutais. O comum é que consistissem em 39 chicotadas, mas com freqüência esse número era ultrapassado, dependendo do humor do soldado que as aplicava. O soldado usava um chicote de tiras de couro trançadas, com bolinhas de metal amarradas. Quando o açoite atingia a carne, essas bolinhas causavam hematomas ou contusões profundas, que se abriam nas chicotadas seguintes. Havia também, presos ao açoite, pedaços afiados de ossos, que cortavam a carne profundamente. As costas ficavam tão maltratadas que às vezes os cortes profundos chegavam a deixar a espinha exposta. As chicotadas cobriam toda a extensão do dorso, desde a nuca até o traseiro e as pernas. Era terrível...
Um médico que estudou os castigos infligidos pelos romanos disse: "À medida que o açoitamento continuava, as lacerações atingiam os músculos inferiores que seguram o esqueleto, deixando penduradas tiras de carne ensangüentada". Um historiador do século III de nome Eusébio descreveu um açoitamento nestes termos: "As veias do sofredor ficavam abertas, e os músculos, tendões e órgãos internos da vítima ficavam expostos". Sabemos que algumas pessoas morriam desse tipo de suplício antes de chegar a ser crucificadas. No mínimo, a vítima sofria dores terríveis e entrava em choque hipovolêmico.
A agonia da cruz
Ele, Cristo deve ter sido deitado de costas, para que suas mãos pudessem ser pregadas em posição estendida na viga horizontal. Essa viga era chamada patibulum, até então separada da viga vertical, que estava fixada no chão de modo permanente...Os romanos usavam pregos grandes, com cerca de 15 centímetros, bem afiados. Com eles, atravessavam os pulsos...
Essa era uma posição firme que prendia a mão. Se os pregos furassem apenas a palma da mão, o peso do corpo a rasgaria e ele teria caído da cruz. Por isso perfuravam os pulsos, que eram considerados parte da mão, na linguagem da época. E é importante entender que o prego atravessava o lugar por onde passa o nervo central. Esse é o maior nervo que vai até a mão, e era esmagado pelo prego...
A dor era totalmente insuportável... Na verdade, ela está além da descrição por palavras. Foi necessário inventar uma nova palavra: dor excruciante. Essa palavra significa literalmente "da cruz". Veja só: foi necessário criar uma nova palavra, porque não havia nenhuma na língua que pudesse descrever a angústia terrível provocada pela crucificação. Depois de ter as mãos pregadas na viga transversal, Jesus foi erguido para que esta pudesse ser colocada sobre a viga vertical, e seus pés foram pregados nesta. Também os nervos dos pés foram esmagados, a dor era semelhante à das mãos...
Uma vez que a pessoa está pendurada em posição vertical... a crucificação é, em essência, uma lenta agonia até a morte por asfixia.
A razão para isso é que a tensão dos músculos e do diafragma deixa o peito na posição de inalar. Para exalar, a pessoa tem de firmar-se sobre os pés, para aliviar por um pouco a tensão dos músculos. Ao fazer isso, o prego rasga o pé, até se prender contra os ossos do tarso. Depois de conseguir exalar, a pessoa pode relaxar e inalar novamente.
Depois tem de empurrar-se novamente para cima, para exalar, esfregando suas costas esfoladas contra a madeira áspera da cruz. Isso se repete até que a exaustão total toma conta, e a pessoa não consegue mais se erguer para respirar. Ao diminuir a respiração, ela entra no que é chamado acidose respiratória: o dióxido de carbono no sangue é dissolvido em ácido carbônico, fazendo a acidez do sangue aumentar. Isso faz o coração bater de modo irregular. Quando seu coração começou a bater irregularmente, Jesus deve ter entendido que estava chegando a hora da morte, e disse: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". Depois morreu de ataque cardíaco.
Uma questão para o coração
Francamente, não creio que uma pessoa comum teria feito isso... Mas Jesus sabia o que estava por vir, e se dispôs a passar por isso, porque essa era a única maneira de nos redimir: servindo como nosso substituto e sofrendo a pena de morte que nós merecemos pela rebelião contra Deus. Esse foi o motivo de sua missão ao vir à terra.

RETIRADA DA INTERNET - site origem e destino

sábado, 8 de agosto de 2015

A GLORIA DE DEUS É O SER HUMANO VIVO.

              

A palavra de Deus, nos recorda a bondade de nosso Criador, diante dos sagrados relatos abramos nossa inteligencia à luz fulgurosa da ciência divina, que vem ao nosso encontro através da ação profética, missionaria da Igreja, que na Trindade santa nos edifica em Deus, ele nos envolve em nossa pequenez, levando-nos à participar de sua vida bem aventurada, através de Jesus Verbo encarnado, Pão da Vida Eterna, vindo a nós na plenitude dos tempos, nos redime, edifica, recriando-nos para Salvação.
A santa Igreja portadora da fé recebida diretamente de Jesus, e dos apóstolos celebra bondade de Deus chamando-nos à participar da missão, ajuda-nos a entender a revelação divina em nossa vida. As leituras
do 15 domingo do T.C descreve a generosidade de Deus, com o profeta e missionário Elias, em um momento de desespero, solidão, aridez espiritual, caminhando em seu deserto pessoal, humanamente dessolado enfrentando suas fraquezas pede a morte para si "Agora basta, Senhor! tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais" (1Rs-19,3,4).
Recordemos que Elias foi um homem forte, pertence a Deus: corajosamente, ele enfrentou a maldade do rei Acabe (1Rs-18,18), orou e Deus mandou fogo do céu, contra os profetas de deus Baal (1Rs-18-30,38), orou e choveu sobre a terra (1Rs-18-4,46) totalmente ao contrario do pedido de Elias, Deus cuida dos seus até leva-los à perfeição, envia milagrosamente um anjo que o acorda do sono do desanimo "Levanta-te e come" o mesmo lhe oferece pão e água.
"A gloria de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus" (Santo Irineu) Deus conserva a vida, dela cuida. Este sagrado relato serve para nos fortalecer quando formos tombado pelo desanimo, fracasso, medo, desolação, nesses momentos, o ser humano assassina Deus dentro de si, sejamos corajosos enfrentemos o nosso deserto.
O salmo 33 mostra- nos que Deus é suave "provai e vede quão suave é o Senhor" ele escuta os humildes, livra-os dos temores, liberta-os das angustias, por tudo isso e muito mais nunca devemos duvidar do poder de Deus, pois a duvida é igual a contrista-lo.
São Paulo, pede na segunda leitura "Irmãos: não contristeis o Espirito Santo" ele é a marca, o selo de Deus em nós, é nossa libertação. Paulo nos convida sermos imitadores de Deus, evitando toda amargura, irritação, cólera, gritaria, injurias, tudo que é mal, essas atitudes entristece o Espirito santo, corroí a alma. O antidoto poderosismo para esses males é o amor, porém, configurado com o mesmo amor que Cristo nos amou, entregando-se santamente por nós em um sacrifício de suave odor, perfumado com as mais elevadas, puríssimas fragrâncias celestiais de santidade.
No Evangelho São João mostra os Judeus a sua cegueira; vendo Jesus apenas à partir de sua linhagem humana, "não é este o filho de José e de Maria" iam contra Jesus, pois ele afirmara "Eu sou o pão que desceu do céu". Aquele alimento celeste que Elias provara na primeira leitura quando Deus o socorre, agora é oferecido à todos, em Jesus "Eis o pão que desce do céu". O filho amado de Deus desejava, deseja quebrar a divisão, unir vida material com vida espiritual, o céu com a terra, o ser humano com Deus, o espiritual com o temporal, realizando a nova aliança, que se cumprirá definitivamente na eterna páscoa Obediente às palavras de Jesus, a Igreja alimenta o povo de Deus peregrino neste mundo, com o Pão Eucarístico "Na Eucaristia, partimos o mesmo Pão, que é remédio de imortalidade, antidoto para não morrer, mas para viver eternamente em Jesus Cristo" (Santo Inácio de Antioquia).


Pe. Antonio Gouveia

sábado, 1 de agosto de 2015

PÃO DA VIDA ETERNA

    
A primeira leitura desse domingo é de (Ex-16,2-4.12-15) destaca a bondade de Deus, em contraste com a incompreensão daqueles que eram guiados por Moisés e Aarão no deserto rumo a libertação prometida por Deus, preferiam viver como escravos "Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito,...comíamos pão e carne com fartura". Essa é a situação do pecador, uma vez dependente do pecado, não encontrando forças para sair do mesmo, se acostumam com privilégios do mal, porem a ilimitada bondade de Deus os socorre. Ouvindo queixas,dos revoltosos contra Moisés, Aarão o Senhor faz chover um pão vindo do céu, carne, codornizes (aves) para que se alimentem se fartem, reconhecem a bondade de Deus, diante de tão grande graça exclamam "que é isso!" Moisés lhes diz "isto é o pão que o Senhor lhes deu como alimento" esse comportamento se fez presente na vida de muitos que não conseguem ver a bondade de Deus cativos aprisionados no pecados, cegos na dependência do mal, blasfemam contra Deus e seus profetas, essa rebeldia é vencida no poder amoroso de Deus "O homem se nutriu do pão dos anjos, e mandou-lhes alimento em abundancia" (Sl-77).
A Igreja celebra a caridade divina que sempre socorre o ser humano em suas aflições e confiante pede a Deus, orando com o povo "Manifestai ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada" (M.R, pg ,362).
São Paulo na segunda leitura (Ef.4) convida o ser humano para que seja um homem novo que renuncie o passado de pecado "Renunciando a vossa existência do passado, despojai-vos do homem velho que se corrompe sobre o efeito das paixões enganadoras renovai o vosso espirito e a vossa mentalidade" O que Paulo deseja vem de Deus, um ser humano renovado capaz de refletir a imagem e semelhança de Deus e seja sinal de justiça e santidade.
O evangelho descreve uma grande multidão indo ao encontro de Jesus, que os recebe, os adverte, não estão aqui por causa dos sinais, mas por causa do alimento (fazendo referencia a multiplicação dos pães e dos peixes) nosso Senhor Jesus Cristo os procure não pelo o alimento material, mas com fé. Jesus é o verdadeiro alimento "Eu sou o pão da vida, Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede" com olhar de fé descubramos a presença de Deus que conduz o seu povo meios aos acontecimento da vida. Ofertemo-nos a Deus como oferenda restauradas, edificadas no pão da vida, saciados no amor de Deus Pai .
Pe. Antonio Gouveia

sexta-feira, 31 de julho de 2015

NÃO DEEM OUVIDOS A FALSAS DOUTRINAS!

      

Charles Taze Russell nasceu a 16 de Fevereiro de 1852 em
Allegheny, Pennsylvania, E.U.A Em 1872, lança os fundamentos do seu movimento, herético inicialmente com os nomes "Torre de Vigia de Sião" e "Arauto da Presença de Cristo", seria a futura seita Testemunhas de Jeová, nome baseado em Isaías: "Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e o meu servo, a quem escolhi" (Is. 43:10) de formação presbiteriana, com quinze anos, tem uma ‘crise religiosa’ não aceitava a bondade de Deus, e as penas eternas, como a predestinação doutrina ensinadas na Igreja presbiteriana: "Um Deus que tem poder para criar seres humanos os conhece e os predestina ao tormento eterno, não é sábio, justo, amoroso", dizia Russell.
Aos dezessete anos visitou igreja cristã adventista não ficou na mesma, vai estudar, bíblia com um grupo de sua idade, imitando, Jonas Wendell pastor adventista, pregava a volta de Cristo, o fim do mundo, Afirmava que desde 1874 Cristo invisível já se encontrava na terra, e no espaço, escreveu previu o fim dos tempos para 1914, nada aconteceu, não se rendeu, lançou nova data; 1918. Separou-se de sua mulher, acusado entre outras coisas, de conduta imprópria com outras mulheres, viajou muito, ganhou muito dinheiro pela venda de seus livros, enfrentou diversos processos durante a vida, além daquele para o divórcio. Dentre eles, o de. 1910, 1911 pois vendeu a seus fieis um trigo que custava um dólar o grão, dizendo que dava uma colheita cinco vezes superior ao trigo comum, o arrecadado seria usado para publicar seus sermões. O Brooklyn Daily (Jornal) publicou uma caricatura que apresentava Russell e seu ‘trigo milagroso’. Russell processou o jornal - alegando difamação - pediu uma indenização de cem mil dólares, averiguações feitas por entidades governamentais, provou ser um trigo normalíssimo, até inferior, de maneira que o jornal venceu a causa
(cfr. Walter R. Martin - Norman H. Klann, Il Geova della Torre di Guardia [O Jeová da Torre de Vigia], Napoli, Sec. Ediz. 1977, pag. 18-20).
Ele morreu, no Texas; suas últimas palavras foram: "Por favor envolvei-me numa túnica romana" (Watch Tower, 1 de Dezembro de 1916, pag. 365). J. F. Rutherford que tinha sido seu advogado durante os numerosos processos, assume o governo do grupo religioso, homem colérico, violento, com base em diversos testemunhos, também dado a bebidas alcoólicas, nascido em 1869 de pais batista. Rutherford, pregando fim do mundo leva a data para 1925, não aconteceu, desapontado em 1935 introduz no movimento a doutrina que só 144.000 mil vão reinar no céu (só eles são dignos de participar do pão e do cálice do Senhor), os outros, que fazem parte da grande multidão reinarão na terra eternamente; além disso afirmou que em 1918 se tinha verificado a ressurreição "espiritual" dos 144.000 já mortos e Cristo tinha assumido o reino sobre a terra.
Em 1942 Rutherford morreu, o terceiro lider foi Nathan Homer Knorr; estabeleceu datas profética que não se cumpriram. Preocupou-se em formar as Testemunhas de Jeová para que fossem capazes de apresentar de forma persuasiva a mensagem da organização, em 1946, surgiu entre as Testemunhas de Jeová a ideia uma própria tradução das sagradas Escrituras para expor suas doutrinas, formada uma Comissão, teve início a tradução, ou melhor, manipulação das sagradas Escrituras. A edição completa desta tradução foi publicada em 1961. Ainda nesse ano, foi proibido, transfusão de sangue punida com expulsão da organização. "Se continuar a aceitar transfusões de sangue ou a doar sangue (...) Como rebelde opositor e infiel exemplo para os conservos da congregação cristã, ele deve ser cortado dela pela desassociação" (A Sentinela , 15 Julho de 1961, pag. 446-448). Knorr morreu em 1977.
Isto é um pouco da história desta seita, uma pseudo-igreja cujos fieis não é difícil encontrar, sempre batem em nossas portas, sorridente oferecendo uma mentira, vendendo suas revistas, Sentinela e Despertai!, católicos não lhes deem atenção. Reúnem-se em lugares chamados Salões do Reino. As Testemunhas de Jeová devem ser definidas testemunhas falsas porque difundem mentiras: a sabedoria de fato diz que "a testemunha falsa se desboca em mentiras" (Prov. 14:5). Chamam-se Testemunhas de Jeová, mas não são testemunhas do Senhor, apenas impostores que sob este nome espalham heresias de perdição, enganam aqueles quem caem em suas redes habilmente construídas. As Testemunhas de Jeová suas doutrinas:
a rejeição da Trindade e da Divindade de Cristo .
a rejeição da personalidade e da divindade do Espírito Santo,
a rejeição da ressurreição corporal de Jesus Cristo,
a rejeição da volta visível de Cristo .
a rejeição da salvação por graça mediante só a fé,
a negação da existência da alma imortal,
a negação do tormento eterno dos pecadores,
a doutrina da prova milenar.
Proibições da seita: pode mudar com o tempo.
- Não cantar nada que enalteça a pátria, bandeira ou qualquer outra coisa (é proibido manifestar alegria cantando), nem mencionar a Deus.
- Não ler livros de ficção, livros mundanos, imprensa mundana, ouvir radio ou ver televisão, ao menos é aconselhável não fazê-lo.
- Quando der um presente, nunca deve figurar o nome ou identificação de quem o faz, no Natal, no aniversário não deve ter presentes.
- As mulheres não devem usar calças.
Os homens nem bigode, barba, cabelo comprido.
- Não casar com quem não seja Testemunha de Jeová nem se pode romper um compromisso matrimonial.
-Não celebrar o Natal, aniversário de Bodas.
-Fazer amizades íntimas é perigo de sectarismo.
-Não acompanhar o casamento de um familiar que não seja Testemunha.
- Não brindar levantando copos.
-Não pode ser esportistas porque cria nacionalismo.
-Não pode caçar ou pescar por esporte
-Não pode participar de loterias ou jogos por dinheiro.
-Não participar, apoiar as Olimpíadas são adoração pagã.
-Não podem organizar festas sociais com amigos menos ainda com os não testemunhas de Jeová.
- Não pode batizar nem ser testemunha quem fuma.
- Não devem celebrar aniversários.
- Não deve dar esmola aos mendigos.
- Não pode trabalhar para nenhuma outra religião.
- Não deve jogar xadrez.
- Não deve vestir luto.
- Não deve colaborar em campanhas caritativas.
- Não deve deixar fazer transfusões de sangue nem soro, antes deixar-se morrer.
- Não devem comer nada que intervenha o sangue.
-Não deve ir a hospitais religiosos para se curar.
- É obrigatório ensinar a Bíblia aos filhos mesmo quando para isso seja preciso fazê-lo com o látego na mão.
-É obrigatória a assistência as reuniões dos Testemunhas, sob pena de ser castigado.
- Há que batizar-se como testemunha, para ser salvo.
- Há que pregar sempre, ainda que esteja cansado, sem vontade.
- Há que assistir todas as assembleias.
- Não pode levar nada em ouro.
- Não pode servir em nenhum exército.
Pe. Antonio Gouveia

























sábado, 25 de julho de 2015

O REI E SUA IGREJA PESSOAL

      

A Igreja na Inglaterra sempre reclamou a sua independência histórica, se separou da Igreja católica por questões que envolviam diretamente os interesses da monarquia Britânica. Henrique VIII e a Igreja tinham relação pouco harmoniosa o mesmo forçou o episcopado inglês a apoiá-lo. Só o Bispo de Exeter, João Fisher, resistiu permanecendo fiel ao Papa; Henrique VIII cortou-lhe a cabeça. Foi proclamou Santo, mártir da Fé.
No ano de 1527, o rei inglês exigiu que o papa anulasse seu casamento com a rainha espanhola Catarina de Aragão, viúva de seu irmão, príncipe Artur, alegando que a mesma não teve condições de lhe oferecer um herdeiro forte, saudável. O papa Clemente VII não atendeu o pedido, raivoso com o papa rompeu com igreja católica, obrigando o Parlamento britânico votar uma série de leis que colocavam a Igreja católica sob o controle do Estado.
A partir dessa nova medida, tem anulação de seu casamento. Henrique VIII casa-se com a protestante Ana Bolena a mesma, três anos depois é decapitada por adultério. Casa-se mais seis vezes:
a) - Catarina de Aragão, de 1509 a 1533 ("divorciada")
b) - Ana Bolena, os três anos seguintes (executada)
c) - Jane Seymour, de 1536 a 1537 (morta 12 dias após dar à luz Eduardo VI)
d) - Ana de Cléves (repudiada pouco após o casamento, em janeiro de 1540)
e) - Catarina Howard (executada em fevereiro de 1542 com menos de 20 meses de vida em comum)
f)- Catarina Parr ficou viúva em 1547 após uma união de três anos e meio
Segundo os ditames da nova Igreja, chamada de anglicana o rei da Inglaterra teria o poder de nomear os cargos eclesiásticos, seria considerado a principal autoridade religiosa "PAPA". A Inglaterra conheceu uma nova religião, tendo o rei como chefe supremo da Igreja e do Estado. A partir dela surgiram novas igrejas protestantes: huguenotes (França), reformistas (Países Baixos), presbiterianos (Escócia) e puritanos (Inglaterra). Essas igrejas aboliram a obrigatoriedade do latim nos ofícios religiosos, desconsideraram a autoridade papal, adotaram como válidos apenas dois sacramentos:
o batismo,
a eucaristia,
acabaram com o celibato para os sacerdotes,
permitiram a livre interpretação da Bíblia,
criaram uma religião individual, em que os santos e padres passaram a ser dispensáveis.
a) - A 60 anos tem mulheres entre seus sacerdotes,
b)- há 10 anos admite gays no clero e recentemente celebrou um casamento entre homossexuais. Por ser tão moderna, está se desintegrando. É um resumo do anglicanismo.


Pe. Antonio Gouveia

sábado, 18 de julho de 2015

REZEMOS POR BONS PASTORES



A oração da santa mãe Igreja una, católica, apostólica eleva à trindade santa um culto de louvar e ação de graças em favor dos bons pastores, que edificam, edificaram na vida do povo, a fé, a esperança no solo fértil da caridade, formaram e formam o rebanho de Senhor, constroem e firmam Igreja na alma dos que se abrem para graça tão generosa de deixar-se guiar no eterno e bom pastor. Porem há também uma chamada de atenção para os maus pastores. "Aí dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho da minha pastagem, disse o Senhor".
A primeira leitura é do profeta Jeremias, ele nasceu aproximadamente em 647 A.C., na cidade Benjamita de Anatote, na família sacerdotal de Abiatar (1 Rs 2.26), nordeste de Jerusalém. Era filho de Hilquias, sacerdote no período da reforma do rei Josias. (Ed 1.1) em Judá. Ele condena os pastores que não tem compromisso com o povo. O profeta Jeremias não contraiu matrimônio, como sinal de sua consagração a Deus e disponibilidade para o serviço. "Não tomes para ti mulher e não tenhas filho e filhas" (Jr, 16.2). Seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém, exerceu seu profetismo até a invasão Babilônica em Jerusalém, este fato deixou o povo desorientado, os maus pastores são repreendidos por Deus, pela boca de Jeremias pois usavam povo para fazer valer os seus interesses. 
Deus deseja e quer novos pastores comprometidos com o seu povo "Suscitarei para as minhas ovelhas novos pastores" (Jr-23,4) somos convidados hoje a fazermos parte de um novo rebanho, é dos arrebanhados no Senhor que surgem os bons pastores. Deus deseja e a igreja povo de Deus merece, pastores capazes de agir com sabedoria, justiça, santidade, zelo, honestidade, doação do bem mais precioso a própria vida.
O salmo 22 apresenta o modelo de pastor à partir do próprio Deus, ou seja, capaz de conduzir o povo por caminhos de segurança, que lhes restaure as forças. "O Senhor é o pastor que me conduz; felicidade e todo o bem hão de seguir-me!".
Na segunda leitura Paulo, fala aos pagãos, aqueles que estavam longe de Deus "Vós que outrora estáveis longe" (V.-13). A intenção paulina é aproximar judeus e pagãos através de Cristo que superior à lei de Moisés, esta cheias de prescrições impediam os pagãos de fazer parte do povo de Deus. Assim Paulo destaca Jesus como meio de união e misericórdia "Ele fez uma unidade em sua carne. (é a eucaristia, sacramento de união) ele destruiu o muro de separação: a inimizade"
O evangelho mostra os discípulos, voltando da missão acolhidos por Jesus o eterno bom pastor, modelo perfeito de serviço, sinal vivo de integridade, fidelidade, coragem, zelo, enviados no amor de Cristo, são também acompanhados, assistidos por Cristo misticamente, na Onisciência, Onipotência, Onipresença, "Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco" quando em regresso, os mesmos querem, desejam refazer suas forças no amado mestre e Senhor Jesus, o eterno supremo pastor e guia, que amarosamente lhes mostra a verdadeira face do apostolado autentico, ele mesmo, Jesus. 
Deste modo o amabilíssimo filho de Deus se revela à todos, como Sacerdote Verdadeiro, Fruto Bendito de Deus, gerado na Santíssima virgem Maria, ele é para o mundo restauro das forças, segurança, vitoria, contra o inimigo, abrigo eterno por tempos infinitos para os seus. Legislador amoroso, modelo puríssimo de Pastor para Igreja que deseja e quer que assumamos o profetismo, fruto do nosso batismo que nos insere no discipulado, autênticos seguidores do Filho amado de Deus, nosso Eterno Redentor.


Pe. Antonio Gouveia

sexta-feira, 17 de julho de 2015

REFORMA PROTESTANTE E O REFORMADOR CALVINO

   

João Calvino nasceu em Noyon, na França. Seu pai foi um advogado da Igreja Católica. Em 1533 Calvino se declarou protestante, influenciado por Lutero. Foi um dos reformadores religioso do seculo XVI, deixou a França estabeleceu-se em Basileia, na Suíça. Calvino desenvolveu a igreja que atualmente é chamada de presbiteriana. Uma religião que tinha como princípio a predestinação absoluta. Segundo ele, Deus escolhia seus salvos antes de nascerem, estes por sua vez seriam grandes trabalhadores e teriam uma boa quantidade de dinheiro.
São muitos os que atribuem a Calvino a invenção do capitalismo. Lógico que esta doutrina ele criou para agradar a classe crescente da época, os burgueses, que eram combatidos na época pela Igreja Católica. No movimento reformista, Lutero não concordou com o "estilo" de reforma de João Calvino. Martinho Lutero queria reformar a Igreja católica enquanto João Calvino acreditava que a Igreja estava tão degenerada que não havia como reformá-la. Calvino se propunha a organizar uma nova igreja que, na sua doutrina (e também em alguns costumes), seria idêntica à Igreja Primitiva. Já Lutero decidiu reformá-la, mas afastou-se desse objetivo, fundando, então, o protestantismo que não seguia tradições, mas apenas a doutrina registrada na bíblia .
Na reforma protestante, houve intolerância religiosa dos calvinistas. O pai dos Presbiterianos era intolerante e não tinha piedade. Entretanto, apreciava passar os seus tempos livres no lago de Genebra, lendo as escrituras e bebendo vinho tinto. Mandou para a fogueira um grande sábio, o humanista e médico Miguel Servet Grizar, que descobrira a circulação do sangue, por dizer que tal descoberta era anti-bíblica, por manifestar simpatia pelos Anabatistas. Calvino mandou à fogueira também muitos outros estudiosos e cientistas. Sem dúvida, não são poucos os exemplos de intolerância religiosa nos variados espaços que vivenciaram a Reforma Protestante.
Em 1560 o Parlamento Escocês influenciado por Calvino decretou PENA DE MORTE a todos os católicos, na Escócia. O poder civil aboliu por lei o catolicismo e obrigou todos a aderir à igreja “calvinista presbiteriana“. Os padres permaneceram, mas tinham de escolher outra profissão. Quem era encontrado celebrando missa era condenado à morte. Católicos recalcitrantes foram perseguidos e mortos, igrejas e mosteiros arrasados, livros católicos queimados. Tribunais religiosos (inquisições) foram criados para condenar os católicos clandestinos. (Westminster Review, Tomo LIV, p. 453)
Em 1570 foram enviados ao Brasil para evangelizar os índios, o Pe. Inácio de Azevedo e mais 40 jesuítas vinham a bordo da nau “S. Tiago“ quando em alto mar os interceptou o “piedoso“ calvinista Jacques Sourie, como prova de seu “EVANGÉLICO" zelo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978).
Os calvinistas eram os mais abomináveis piratas de todos os tempos... A sua cupidez era sem igual. Queriam fazer ressoar em toda parte o seu grito de guerra: A palavra de Deus segundo Calvino. "Saqueavam igrejas e conventos e infligiam aos Religiosos um trato tal que poucos paralelos se encontram na história dos povos" (Kervin de Lettenhove, Lês Huguenots et lês Gueux, tomo II Bruges, p. 408) Caiu nas mãos dos algozes um sacerdote chamado Vicente, de 85 anos de idade; meteram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, e puse­ram-lhe no ombro uma cruz confeccionada às pressas, após o quê atre­laram o padre a uma carroça para que a puxasse; tendo assim tratado o ancião, deram-lhe o golpe mortal. No ano de 1547, James Gruet atreveu-se a publicar uma nota criticando Calvino e por isso foi preso, torturado duas vezes ao dia durante um mês e sentenciado à morte por blasfêmia, tendo os pés pregados a uma estaca e sua cabeça cortada.
Em Genebra, um dos berços da Reforma Protestante e onde ela se mostrou bastante radical, funcionou uma verdadeira “polícia da fé”. João Calvino (1509-1564), devido à sua autoridade sobre os protestantes suíços, era conhecido como o “papa de Genebra”. “João Calvino governou Genebra tão brutalmente quanto Josef Stalin, na Rússia” Robert Wrigh(1) - Ensaísta e escritor americano Ao organizar a Igreja Presbiteriana, instaurou comissões compostas de religiosos e leigos:
-A Venerável Companhia, responsável pelo magistério,
-O Consistório, que zelava pela disciplina religiosa.
-Promovia confissões,
-Denúncias,
-Espionagens
-Visitas às residências, levando muitos à prisão, à tortura, ao julgamento, em alguns casos, à morte.
Na Inglaterra, promoveu uma verdadeira caça às bruxas levou à morte centenas de mulheres acusadas de feitiçaria. A experiência persecutória inglesa foi ainda “exportada” para as colônias na América do Norte, como no famoso episódio das “bruxas de Salem”, ocorrido em Massachusetts, em fins do século XVII, em que várias adolescentes foram mortas, acusadas de promover reuniões em torno de uma fogueira nas quais, supostamente, invocavam espíritos.
Nos seus últimos anos de vida, a saúde de Calvino começou a vacilar. Sofrendo de enxaquecas, hemorragia pulmonar, gota e pedras nos rins. O mesmo morreu em Genebra em 1564. Relata-se que, no fim de sua vida, ele agradeceu aos seus colegas religiosos “por terem dado tanta honra a uma pessoa que com certeza não merecia”, implorou perdão por suas persistentes franquezas, impaciência, intolerância, ira.
O protestantismo nasceu dentro de um contexto de conflitos sangrentos, falta de comunhão entre os líderes, governos eclesiásticos incompatíveis entre si. A Bíblia é interpretada escandalosamente, cismas, heresias continuam a dividir o cristianismo. Foi com muita razão que o intelectual inglês e ex-protestante John Henry Newman afirmou: “Aprofundar o conhecimento a cerca da história é abdicar do protestantismo”.


Informações retiradas da internet