terça-feira, 30 de abril de 2013

SÃO JOSE OPERÁRIO


 Em 1º de maio de 1.955 o papa Pio XII, diante de uma grande multidão na praça São Pedro, dá um destaque todo especial ao trabalho humano, "Que sejam operários do mundo e no mundo a partir do Cristo trabalhador". Assim promove no mundo uma visão saudável do trabalho; humaniza as relações entre operários e patrões afim de construirmos um mundo de justiça e paz. O patrono deste dia passa a ser "SÃO JOSÉ" pai terreno de Jesus e esposo da Virgem Maria, mãe santa e filho santo. São José torna-se  o protetor de todos os operários.
                      Recorramos a ele para que o nosso trabalho produza frutos benéficos, a partir deste homem santo, o operário de Nazaré que na alegria e obediência trabalhava para Deus. E assim construir a esperança no coração humano sobretudo naqueles que refazem suas forças no poder de Deus, em Cristo Jesus e no colo da Virgem Maria, pois o Cristo sempre trabalhou e trabalha em favor das almas cançadas e abatidas, a fim de aliviar o peso de nossas costas.
                      É com essa mesma alegria e confiança através do nosso trabalho que vamos construir um mundo novo, um cotidiano de confiança e solidariedade. "Seja qual for o trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor e não para os homens"!. (Col 3,23).
                      Quando a igreja destaca esta data no calendário Cristão,  quer propor ao mundo uma nova compreensão do trabalho, do seu valor, levando todos a ver o trabalho não como escravidão, sim realização e alegria humana, fonte do sustento e promoção da vida, nesta visão não somos simplesmente fazedores de coisas, ou empregados, somos colaboradores do próprio Deus na obra da criação, modelando com as mãos e regando com o suor do rosto à terra que acolhe nossas esperanças em forma de sementes, fazendo brotar no labor humano a paz e a realização dos homens e das mulheres, que a convite de Deus forjam um mundo de relação amorosa, caritativa, a partir daquela imagem e semelhança de Deus, todos somos operários da obra divina e Deus constantemente nos alerta e nos incentiva a lutar contra as estrutura do mal, que surgem sobretudo na prática da escravidão, prática esta sempre combatida por Deus, pois Ele livrou o seu povo da escravidão na antiga aliança, Jesus conduz o seu ministério libertando o homem e a mulher das correntes do mal.
                      A igreja acolhedora dos filhos de Deus no mundo, continua com este propósito querido por Deus, vivenciado por Jesus e impulsionados no Espírito Santo, que é libertar o ser humano de toda forma de escravidão, sobretudo essa do trabalho.
                      Em 1.886 Chicago, Estados Unidos, milhares de trabalhadores passaram a lutar contra a escravidão, baixo salários, humilhações sofridas no trabalho, lutar pelos seus direitos tudo começou em 1º de maio e reivindicavam a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias, pois antes era treze horas, essa manifestação provocou mortes de trabalhadores.
                      Quatro dias depois, sete policiais foram mortos e doze pessoas que reivindicavam seus direitos, dezenas de feridos. Em 20/07/1889 a capital francesa destaca o 1º de maio para festejar o dia do trabalhador. Aqui no Brasil a data é comemorada desde 1895. Em 1925 por decreto do então Presidente da  República Artur Bernardes, torna o 1º de maio oficial. Em 1940 Getúlio Vargas, cria o salário mínimo. Em 1941, surge a justiça do trabalho, foram conquistas que ainda não corresponde aos direitos dos trabalhadores, muito deve ser feito.
                      A igreja católica ver nesta data civil, o momento ideal para refletir sobretudo o trabalho como dom de Deus e realização humana, busca de conquistas dos povos, filhos de Deus e irmãos entre si, sem o peso da escravidão, apenas um labor construtivo onde todos devem ser valorizados naquilo que realizam.
                                               São José Operário, rogai por nós !!!!
 Padre Antonio Gouveia

                        
    

segunda-feira, 29 de abril de 2013

PAGANISMO

     Paganismo termo que vem do latim  paganuns que siquinifica camponês rústico, a princípio servia para designar o povo simples, só no século IV foi usado para definir o comportamento entre cristãos e romanos. Este termo está ligado também àqueles que praticam uma fé ligada a mitologia grego-romana , politeístas, sobretudo na Europa antiga África, antes do cristianismo.
                No período moderno este termo é atribuído as religiões não abraâmicas, o mesmo não aceita o poder de Deus como único princípio criador, ignora a divindade como origem e continuidade de tudo, os ensinamentos derivados do cristianismo, não aceita Jesus como mediador e salvador. Mas prega e acredita nas forças da natureza, bruxas, druidas, fadas... são adeptos de práticas esotéricas, dados a simpatias. Agem como uma religião, pregando suas idéias, divulgando suas normas e leis, na época da antiga aliança esses conportamento era praticado pelos os gentios, "todos os deuses dos gentios são demônios" (salmo 95, 5).  Nos alerta este Salmo, que se coloca contra os deuses e práticas pagãs já combatida no A. T. "não  se  encontre  em teu meio quem se dê a adivinhação,  astrologia,  aos agouros, aos feiticismos,  a magia,  aos espiritismo,  adivinhação  ou  a invocação dos mortos,  porque o Senhor  teu  Deus  abomina  aqueles  que  se  dão  a  essas  práticas" (Dt 18, 10-12).
               O paganismo se coloca diante das outras religiões como tolerantes, isso é apenas um método, altamente bem aceito para aquelas pessoas que querem uma fé sem compromisso , afirmam que a fé deve ser individualista, pregam rituais mágicos para benefício dos seus praticantes, apresentando a muitos o caminho mais fácil para se conectar com o infinito, também denominado como deus, isto é aceito por grande maioria por ser o caminho mais fácil, não acreditam em culpa e nem no pecado, cultuam a razão humana.
         O paganismo  alimenta-se com o conhecimento "místico", mágico e apresentam o homem como um deus, descartando Deus transcedente e sobrenatural, mas ao mesmo tempo, tudo para o paganismo é divino, uma idéia meio iluminista promovendo o banimento de Deus e colocando a ciência como centro de tudo. Também é considerado como pagão aquele que não aceita o batismo cristão.  Mas não se colocam  firmemente contra o cristianismo pousando de tolerante,  suas idéias são semeadas, nos movimento New age, em círculos de magia como Wicca e produções cinematográficas onde os personagens são bruxos e bruxas "bonzinhos", o paganismo moderno é pregado na forma de pensar de alguns escritores sobretudo Paulo Coelho na sua forma de escrever diz que o homem pode viver sem uma religião instituída. Defende a extrema liberdade humana; como o direito de abortar, liberdade sexual vê na violência uma força que precisa ser jogada para fora e no mal uma energia que precisa ser canalizada para qualquer fim, o que vale é a total e plena felicidade do homem a qualquer custo.

Padre Antonio Gouveia

sábado, 27 de abril de 2013

SÃO MATEUS

    
              Mateus, "Dom de Deus" chamado de Levi, era filho de Alfeu, trabalhava de meeiro coletando impostos do povo Hebreu para Herodes Antipas em Cafarnaum, daí tirava seu sustento, passou a fazer parte dos doze apóstolos quando foi chamado pelo próprio Jesus Cristo, escreveu seu evangelho em aramaico, língua de Jesus e descreve um Jesus humano, é o autor do primeiro evangelho, escrevendo-o em 44-45 D.C. e o seu evangelho está dividido em três parte: Nascimento e infância de Jesus, Vida apostólica, Paixão, morte de ressurreição de Jesus.
                            Para retribuir o chamado que Jesus lhe fez, convida Jesus para um banquete. Os escribas e fariseus condena Jesus por ceiar com cobrador de impostos, classe que era tida como pecadora pública, Jesus responde: "Não vim para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento" (Lc 5, 29).
                            Mateus pregou por quinze anos o evangelho na Judéia, na Etiópia, na Macedônia e na Pérsia. Alguns estudiosos afirmam que ele morreu por ordem do rei Hitarco sobrinho do rei Egipo, no altar enquanto celebrava a missa.
                            A causa de sua morte, foi porque o santo discípulo de Jesus, não intercedeu em favor do casamento do rei com a jovem Efigênia, a quem o santo curou de lepra e a partir daí, a mesma decidiu se entregar à Deus, por isso foi executado decapitado.
                            Suas relíquias foram levadas para a cidade de Salermo na Itália em 930, onde se encontra até os nossos dias. Era um homem de oração, penitência e mortificação, alimentava-se apenas de ervas, raízes e frutas. Deixou o ofício de cobrador de impostos, rompendo com o passado e trilhando a partir desse momento o caminho ardoroso que o filho de Deus lhe propora, viu em Jesus Cristo a glória e o esplendor de Deus, que agindo em favor do homem caído, eleva-o pela palavra divina, perdão dos pecado e uma vida da santidade para a salvação.

Padre Antonio Gouveia

sexta-feira, 26 de abril de 2013

METODO DE CONVERTER DA REFORMA


 Inglaterra foi convertida ao protestantismo à força, na marra, o rei Henrique VIII queria se divorciar de sua esposa Ana Bolena, a igreja católica que sempre defende o santo matrimônio não concordou,revoltado e enfurecido ele funda sua própria igreja em 1535. Igreja Anglicana, obriga o seu parlamento a aprovar leis contra a igreja católica e contra os padres, ele se torna rei (poder temporal) e autoridade religiosa (poder espiritual), tomava os bens católicos, perseguia padres, bispos e freira, queimava as igrejas, roubava-lhes os bens. Diante disso os camponeses católicos o povo católico, lutavam para defender a igreja, foram trucidados,  mais de um milhão de católicos foram mortos e as richas continuam até hoje entre protestantes ingleses e católicos. (a história da igreja na Inglaterra, Leipzig, livro 1 pg. 54).
                 Escócia, por lei civil, o catolicismo foi abolido, quem celebrasse missa e quem participasse era condenado a morte, todos tinham que se tornar calvinista = presbiteriano, tribunais protestantes foram criados para levar católicos à morte. (Westimister Review, livro LIV, pg. 453).
                 Dinamarca, o protestantismo foi imposto por Cristiano II apelidado de "O Nero do Norte", por causa de sua maldade, em 1569 decretou vinte e cinco artigos obrigando todos a se tornarem Luteranos, tomou os bens da igreja católica, expulsou bispos, padres e freira. Em 1789 na Dinamarca foi decretado que se um padre pisasse em terra dinamarquesa fosse assassinado (origem e progresso da reforma, pg 204, editora Agir 1923).
                 Suécia, Gustavo Wasa, por lei acaba com o catolicismo e decapita Jacobson e Knut dois bispos católicos, fechou seminários, destruiu igrejas, o povo católico pega em armas para se defender, mas foram afogados no próprio sangue pelo exército protestante. (a reforma protestante, pg. 203, 7ª edição 1958).
                 Suíça, o senado coagido pelo rei, proíbe o catolicismo, os mártires foram inumeráveis (J.B. Galiffe, notícias genealógicas, livro 3 pg.403).
                 Holanda, as camaras do Estado proíbe o catolicismo, mata inúmeros padres, leigos e freiras, destroem igrejas e mosteiros. (Luigi Geovanni e M. Sgarbossa en il  "Santo Del Giorno", 4ª edição 1978, pg 224).
                 Alemanha, todo governo foi amparado por calvinistas e luteranos. Palavras do alemão Lutero "Eu Martin Lutero, exterminei os camponeses, ordenei-lhes suplícios, que seu sangue recaia sobre mim, mas o faço subir até Deus, pois foi Ele quem me mandou falar e agir como agi e falei". (Veit Valentan, história universal, livro 2, pg 248-249, editora Martins, SP 1961).
                 Estados Unidos, a princípio, foi usado como esconderijo para o puritanos protestantes  que não aceitavam a autoridade do Rei da Inglaterra, ou seja, Igreja Anglicana, fugiram para não serem mortos, mas chegando na América escapelava os índios matando-os, afirmando que eles não tinham almas. Em todos esses países os ditos convertidos tiveram suas conversões a ferro e a fogo "cegos condutores de cegos" (Mt. 15,14) - "Que rodeiam o mar e a terra para fazer um discípulo e quando o fazem o tornam duas vezes mais digno do inferno do que eles" (Mt 23,15).
                 Brasil, a chamada terra nova, não ficou impune a perseguição protestante, ainda hoje, o católico é chamado de idólatra, adoradores de Maria, queimadores de vela, pagãos condenados ao inferno. Não cessou o ódio dos ditos crentes evangélicos, ou até mesmo cristão como alguns se define, não é de hoje. Em 15/07/1570 os protestantes calvinistas, mataram à espada quarenta Jesuítas, entre eles Inácio de Azevedo morto a cuteladas (golpes de espada), morreu segurando o quadro da Virgem Maria, encorajando a todos, animando-os a resistirem ao ataque protestante que degolou a todos. (Enc Microsoft, encart 99, Verbet "Inácio de Azevedo". Beato).
                 Outro fato que não pode ser esquecido, foi o massacre de Uruaçu - Rio Grande do Norte em 06/10/1645, onde vinte e oito cristãos católicos foram trucidados mortos, esse ataque foi liderado por Jacob Rabb protestante calvinista = presbiteriano, só escapava quem abandonasse a fé católica e se convertesse ao calvinismo.
                 Os índios convertidos ao calvinismo com o seu chefe Paraopeba e Jacob Rabb com soldados holandeses, invadiram a igreja no momento em que o padre Ambrósio Francisco Ferro, celebrava a Santa Missa, ele foi torturado e assassinado, decapitaram as crianças, partiam outros ao meio, degolavam outros tantos, decepavam outros arrancando-lhes pernas e braços, ninguém renegou a Deus e a fé católica, derramaram o seu sangue conservando a fé que receberam de seus antepassados, A FÉ CATÓLICA!

Padre Antonio Gouveia

INQUISIÇÃO

                 A inquisição teve origem com os reis e com o povo, na tentativa de se protegerem dos heréticos que divulgavam heresias, como por exemplo os maniqueístas, que ensinavam que existia um deus criador da alma, deus bom e deus do mal criador do corpo, praticavam severas mortificações corporais e suicídio para se livrarem do corpo e protegerem a alma na perfeição, matavam as mulheres grávidas, saqueavam e queimavam vilas. Diante dessas atitudes, os reis e toda população se reuniam para defender seus bens e se livrarem dos falsos ensinamentos chegando até a luta armada, praticando a justiça comum e sem critério de julgamentos condenavam a morte os hereges.
                 Ao mesmo tempo reis e imperadores cobravam atitude da igreja, que tinha nas suas mãos o poder de julgar, mas por outro lado também usavam seu poder contra a igreja.
                 Assim a inquisição era usada de forma política, reis e imperadores usavam a força e a violência para punir não só os hereges (questão religiosa), mas também aqueles que não aceitavam a opulência e arrogância dos seus soberanos. Praticavam barbáries e as justificava em nome da igreja, que infelizmente nesta época estava atrelada  aos monarcas.
                 É necessário se fazer uma avaliação histórica levando em conta o tempo, a época em que tal fato se deu, o que não se pode é simplesmente acusar a igreja de assassina, de inquisidora como muitos fazem sem base ou conhecimentos históricos.
                 Historiadores honestos e sinceros com a história, levam em conta os mecanismos e dinâmicas de cada tempo e cada época, por exemplo: O historiador americano protestante Charles H. Lea em seu livro Histoire de l'Inquisition au Moyen Age, diz o seguinte: "A inquisição não foi uma instituição concebida e imposta ao mundo cristão pela ambição e pelo fanatismo da igreja, é produto de uma evolução natural, necessária das diversas forças do século XIII ... ,estou convencido de que o número de vítimas que morreram na fogueira é menor do que o que se julga, a fogueira foi o método menos usado".
                 A Inquisição também salvou muita gente da morte e é vista como uma forte experiência de avanço no direito penal, trazendo garantias jurídicas aos acusados: como direito de defesa. "Os ditos juízes de Deus", influenciados pelos bárbaros germânicos, quando sem provas o acusado tinha que confessar o seu delito em um tacho de água fervente, isso e outras atrocidades o cristianismo da época combateu duramente. Convém sabermos que as prisões eclesiásticas eram muito mais humanas do que as civis, estas sim, faziam atrocidades e justificava dizendo que era o tribunal católico. A igreja não condenava ninguém à morte diretamente (pois o processo vinha do civil fechado e com pena definida), ela foi obrigada a aceitar este contexto. Pois era a atitude jurídica da época, derramar sangue, condenar à morte, cabia ao Estado, ao rei e nunca a igreja. As condenações à morte era um percentual de 5%  em relação ao número de processos levados até o final, o que é grave (não se pode matar, principalmente  em nome de Deus).
                 O historiador Giacomo Marina afirma "Houve abuso, não se pode negar, pois muitas vezes o poder civil e imperial desrespeitava e ultrapassava o poder eclesiástico sobretudo para eliminar seus adversários políticos".
                 O que se costuma falar nas escolas de primeiro e segundo grau e sobretudo nas universidades, é somente sobre a inquisição católica, porém é preciso ser honesto com a história e falar também da inquisição protestante, que de forma violenta e impiedosa curtida na revolta ante católica matou  a muitos, justificando o zelo hipócrita e moralista dos anglicanos calvinistas e luteranos, os protestantes também tinham os seus tribunais inquisidor  e muito sofisticado em violência, agiam desta forma para conservar e impor a fé onde o protestantismo era dominante.
                 O ex monge Lutero - 1483-1546, persegui e torturou milhares de pessoas sobretudo os Anabaptista, grupo também protestante que se opunham aos ensinamentos da reforma, divergiam sobre os ensinamentos do batismo. Lutero o pai dos crentes protestantes e evangélicos, publicou textos contra os Judeus, esses textos foram utilizados pelos nazistas da Alemanha, o teor do ódio no escrito de Lutero venha de encontro com a fúria de Hitler.
                 João Calvino reformador protestante, criou a "polícia da fé", ao organizar a igreja presbiteriana, promoveu confissões, denúncias, espionagem, levando muitos às prisões e torturas, prendeu, processou e matou o médico humanista Miguel Servet Griza, o descobridor da circulação sanguínea, causa da morte?: posições contrárias aos ensinamentos calvinistas e posições antibíblica.

continua...

Padre Antonio Gouveia

quinta-feira, 25 de abril de 2013

HERESIAS

               A heresia, é uma forma de pensar diferente da estabelecida, é uma escolha, e prega  a mudança nas leis, despreza os dogmas e se mostra como uma afronta sobre tudo com relação a fé, se posiciona contra a doutrina religiosa e a verdade divina, firmada e promulgada pela igreja.
                Contesta a sã doutrina tem  comportamento agressivo, age de forma lenta, conquistando o maior número possível de pessoas para torná-los descontentes com a própria fé, distanciando as pessoas da igreja distorcendo as verdades da bíblia, semeando violência, disseminando mentiras, quebrando a unidade, sobre tudo a religiosa. É chamado de herético aqueles que se empenham em manter a heresia viva, esse comportamento é antigo como vemos na segunda carta de Pedro (2,1) "Mas ouve também  entre o povo, falsos profetas, como entre nós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertadamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição".
               As heresias foram muito comum na idade  antiga e média, também na era moderna e uma relidade. Foi dentro de um ambiente de heresias, descrença e desobediência, que Lutero se levanta contra a igreja católica. E nos dias atuais as heresias são disseminadas em todas as partes e através de vários meios de comunicação.
               Há trecho de uma musica do conjunto brasileiro chamado  TITÃS, em que ensina a anarquia religiosa, canta eles: "Eu não gosto de Padre, eu não gosto de Madre, eu não gosto de Frei, eu não gosto de Bispo, eu não gosto de Cristo, eu não gosto de Terço, eu não gosto do Berço de Jesus em Belém, eu não gosto do Papa, eu não creio na Graça do Milagre de Deus. Eu não gosto da igreja, eu não entro na Igreja, não tenho religião". (C.A. Medeiros, Rock and Roll e Satanismo, pg.7).
             Outro conjunto brasileiro chamado SEPULTURA, nega diretamente a divindade de Nosso Senhor: "Nós negamos os deuses e suas leis, desafiamos seu supremo poder, crucificado pelo poder das trevas, ele deixou as igrejas para nos atormentar. Nós destruiremos o Altar Mor, mostraremos ao mundo o nosso ódio. Os padres terão seu tormento final. Romperemos as igrejas, nós temos um ideal ... . O gênero humano ruma para o suicídio, eles tem fé num falso Deus que chama Cristo, que prega o bem e a beleza" Ibidem, pg7).
              A igreja não cessa de lutar para conter as heresias e impedir os falsos ensinamentos. Ao lutar para defender a fé, faz nascer muitos mártires que se tornam santos para a igreja de Cristo, combatentes da fé cristã católica. Abaixo algumas heresias que a igreja enfrentou:
  • No século IV, surgiu o arianismo, vindo de Ário, pregava a negação da divindade de Jesus (a igreja o excomungou).
  • 359 e 425, surge a heresia do pelagianismo, de Pelágio, monge que não aceitou a doutrina da igreja sobre o pecado original, foi excomungado.
  • 379 e 395, surge a heresia de Macedônio, que nega a divindade do Espírito Santo.
  • 451, surge o monofisismo, Eutique, monge que negou as duas natureza de Cristo: a divina e a humana, foi condenado no concílio de Calcedônia.
  • Século V, surge o nestorianismo, de Nestório, bispo de Constantinópla, negava a virgindade de Maria.
  • Século VI, surge o cisma do Oriente, resultante de várias heresias. A igreja do Oriente em Constantinópla e seus patriarcas não reconhece o poder do Papa, separando-se da igreja romana em 1054, com o patriarca Miguel Celulário, rompendo com a igreja católica definitivamente.
  • Século XII, surge a heresia do valdenses, Pedro Valdo, de Lyon (França), negava o sacerdócio católico e toda igreja.
              A igreja constantemente assistida pelo Espírito Santo, não descança e dentro de sua História luta arduamente para manter viva a ordem  os bons costumes, pregar a Boa Nova  de Jesus Cristo o Santo Evangelho. Mas na maioria das vezes é sempre mal interpretada, sobre tudo por aqueles que não a conhecem, nos tempos de hoje continua a aparecer comportamentos heréticos que com novos métodos lentos e agressivos querem afastar o homem de Deus e destruir a igreja. Como o comportamento positivista que quer reduzir o homem a um ser experimental, simplesmente material.
  • O Panteísmo, defende a idéia de que Deus é o universo, e está presente nas coisas e tudo é permeado por deuses. 
  • O Materialismo prega a felicidade do homem sem a existência de Deus, junto com o Ateísmo dizem que a religião não passa de um fuga de fundo psicológico onde o homem não tendo resposta para suas dificuldades projeta sua esperança em um deus, fruto do pisiquico idéia muito bem acolhida e vivida pelo modernismo.
              Mesmo com todos esses impasse e dificuldades históricas até hoje a Santa Mãe Igreja acolhe nos seus Santuários, Catedrais, Capelas, Paróquias, ao longo do mundo inteiro, diariamente uma infinidade de homens e mulheres que canta, louvando e celebrando a manifestação poderosa de Deus que nunca pára de semear no mundo através daquilo que a igreja celebra nos seus rituais sagrados, o chamado para o homem sempre buscar em Deus aquilo que este mundo não tem condições de oferecer.
             A igreja convida a todos a viver na esperança, na caridade, na , buscando o aprimoramento humano e psicológico e sobre tudo tomar consciência de que só o ser humano pode definir com a ajuda de Deus, o caminhar da humanidade.

Padre Antonio Gouveia

terça-feira, 23 de abril de 2013

CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE


Esta verdade professada pela fé católica dentro da oração do creio, nos coloca diante da ação redentora realizada por Jesus Cristo. O ser humano ainda que revestido pela fragilidade da carne, é convidado a louvar a Deus e glorificar o seu santo nome. "Toda carne bendiga o seu Santo Nome para sempre" (Sl 145, 21).
              A carne é toda natureza humana que se apresenta através do corpo físico, é da terra  é gerado na terra. Crer na ressurreição da carne, é antes de tudo testemunhar que aquilo que Deus criou não tem fim, nos fala Isaías "Os mortos viverão novamente; os corpos dos que morreram retornarão à vida".  Afirma o profeta Daniel "Muitos dos que dormem debaixo da terra, acordarão, alguns para a vida eterna, outros para uma ruína definitiva".
              Já no A.T. esta crença era vivenciada e ensinada. A bíblia diz que a morte entrou no mundo por causa do pecado, "comam o pão com o suor do teu rosto, até voltares à terra de onde fostes tirado, pois tu és pó e ao pó voltarás" (Gn 3,19).
              Voltar ao pó, é voltar a origem, ao mistério de Deus, que tira da semente do trigo enterrada na terra, milhares de outros grãos. Corpo e alma única realidade criada por Deus, que de forma intrínseca não se separa jamais. Com o morte biológica a alma experimenta ressurreição juntamente com o corpo  que é o conjunto de tudo aquilo realizado durante a vida, todos os atos resultantes da vontade formam um todo corporal, não terreno, não mais mortal, sim espiritual.
              A partir de Cristo que em submissão e obediência vence a morte, não só na cruz, mas todas as vezes que tomava consciência para bem realizar o que Deus colocara em suas mãos, que é entre outras, restaurar toda a natureza decaída pelo pecado. "Se morrermos com Cristo, também viveremos com Ele" (Tm 1, 11), crer na ressurreição da carne, é rezar e crer junto com a igreja - corpo místico de Cristo - que se faz visível na terra, Igreja pelegrina.
              Assim o gênero humano deve conservar a sua carne corruptível, para a incorruptibilidade pois Deus ergue o ser humano de sua fragilidade. Na ressurreição de Cristo, por extensão do ressuscitado, no Cristo somos glorificados, "Aos que chamou, os justificou e também os glorificou" (Rm 8,30).
              Aqui reside a fé cristã, a páscoa eterna, pois o próprio verbo se fez carne para redimir também a carne e os nossos corpos mortais, agora frágeis, voltarão à vida. "Usemos do nosso corpo com moderação, lembremo-nos de que com este corpo, seremos erguidos do sepulcro, quando chegar a hora do julgamento" (São Cirilo de Alexandria).
             Teremos um corpo glorificado. Fomos semeados na corrupção (pecado), seremos colhidos na incorrupção (ressurreição).Semeados na fraqueza, seremos ressuscitados na força. Semeados em um corpo animal, ressuscita-se o corpo espiritual, pois se há um corpo animal, há também o espiritual (1Cor 15, 42-44)
             A fé na ressurreição da carne (verbo)  que se materializa na natureza, acolhendo a alma, exclui a teoria da reencarnação. "Para aos homens está estabelecido, morrer uma vez e logo em seguida virá o juízo". (Hb 9, 27).
             Para fortalecer a nossa fé e encorajarmos na verdade da ressurreição, São João no livro do Apocalipse  (7,16). "Nunca mais terão fome, nem sede, nem os molestará o sol, nem algum calor ardente".

Padre Antonio Gouveia.