sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

LOUVADO SEJA DEUS!

              

O profeta Jeremias foi escolhido por Deus muito antes de seu nascimento "Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de sairés do seio de tua mãe, eu te consagrei e ti fiz profeta das nações"
(Jr,1) compreendamos que o agir de Deus acontece sempre antes do nosso agir, a iniciativa sempre é de Deus, ele mesmo nos escolhe marcando nossa vida com batismo nos faz anunciadores de seu amor "Minha boca anunciara todos os dias, vossas graças incontáveis ó Senhor" (S-70), consagrados por Deus testemunhemos suas graças, só ele nos liberta, é nossa força, amparo e proteção "Sois meu apoio antes que eu nascesse".
Paulo, segunda leitura aconselha-nos buscar dons elevados, algo superior à todas as línguas tanto dos homens quanto dos anjos, são virtudes teologais: Fé, Esperança, Caridade. A maior delas é a caridade, o santo missionário Paulo a define: paciente benigna, não é invejosa, vaidosa, inconveniente, interesseira, soberba, rancorosa, tudo crer, suporta, desculpa, tudo, espera. O elogio poético mistico que Paulo usa para revelar a caridade, nos faz compreender que sua origem é Deus fonte primeira de tudo bem.
Jesus veio para cumprir as escrituras."Hoje se cumpriu as escritura que acabaste de ouvir" assim começa a pregação de Jesus na sinagoga, os ouvintes ficaram admirados, porem começaram à rejeita-lo quando ele diz que nenhum profeta é aceito em sua terra. Ao citar dois exemplos de rejeição vividos com os profetas de Deus: o de Elias que foi acolhido por uma viuvá estrangeira, e Eliseu que curou o Sírio Naamã, apontava à rejeição que iria sofrer por parte do povo, então reagiram de forma violenta, furiosa queriam lança-lo precipício abaixo, não podendo o expulsaram da cidade "Jesus porém passando pelo o meio deles continuou o seu caminho". Vivenciar caridade, para o bem dos pecadores foi o centro da vida de Jesus, nesse gesto misericordioso, sofrido, rejeitado cumpre-se as escrituras.
Jesus é o Homem consagrado por Deus em favor da humanidade, o Portador de Graças incontáveis para o gênero humano. Curvando-nos diante do Boníssimo Deus, vivamos nossa Fé em Cristo Supremo Redentor, deixemos que a caridade preencha nossa alma, que arda no nosso peito o amor de Deus. É o que nos propõe a Igreja no quarto domingo do tempo comum, tempo da graça e ação de Deus em nossa alma, Louvado seja Deus!, glorias lhes sejam dadas! pois no comum de nosso existir somos por ele salvos.


Pe. Antonio Gouveia

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

ADVENTO TEMPO DE DEUS, PRESENTE PARA HUMANIDADE

  É  ADVENTO! CELEBREMOS!

               Advento é uma palavra latina que significa chegada, é um período de expectativa, um tempo de caráter religioso onde somos convidados a esperar algo novo, benéfico, como é o caso de se aguardar o nascimento de Jesus. O advento nos prepara para celebrarmos o natal, um período místico, com profundo valor religioso repleto de misericórdia, piedade, devoção. Nos tempos antigos durante o advento se praticava o jejum, abstinência, uma intensa vida de oração.
              Nos fins de século VII, este costume é reinterpretado, assume uma caráter escatológico (algo que diz respeito a nossa salvação), é compreendido como um tempo espiritual, que nos prepara para a vinda do Senhor, tornando-se como o momento de necessidade para o ser humano e toda a natureza, pois tudo, todos existem em Deus.
          Aparece nesse tempo os mais puros exemplos confiança em Deus o criador, a começar pela Virgem Maria, que espera e confia em Deus; São Jose, aquele que será o guardião do tesouro de Deus na terra, Jesus; São João Batista, grande missionário que convoca todos para preparar os caminhos pelos quais o Senhor passará, ou seja, nossos corações; a igreja com sua catolicidade e unicidade.
               O advento mostra claramente a urgência da missão que se cumpre na espera, não como algo estático, mas uma espera em movimento, atitude, expectativa, um lugar onde devemos celebrar, cantando, rezando, meditando a palavra de Deus, que é a própria luz, o fogo crepitante que rompe as trevas, destruindo tudo o que nela reside, dissipando o mal, forjando o bem.
            Na noite em que o verbo foi soprado, junto desse sopro divino o hálito da vida, refrigerando tudo e todos, aconteceu a revelação do sorriso de Deus presente no pequeno ser o menino Jesus que veio alegrar a humanidade, enchendo a "anima" (alma) do ser humano com uma esperança de possuir reino de Deus. Com uma visível, viva espiritualidade, o advento nos convida à práticas que devemos viver, por exemplo: 

  • A vigilância, presente na figura de São João Batista, que nos remete à nossa própria condição de criaturas necessitadas, da grandeza do criador, vigiar sempre. 
  • A alegria presente na atitude da Virgem Maria, que canta "minha alma se alegra no Senhor e exulta meu espírito em Deus meu salvador", também nós simples mortais, devemos nos alegrar, pois Deus que vem é o Emanuel "Deus Conosco", nos envolve com sua obra, nos faz partícipes de seu poder. 
  • A esperança, a certeza de um futuro promissor, um bem que vence o mal, um Deus que nos abraça. 
  • A pobreza, não no sentido material, mas como seres que dependem de Deus, pois o mesmo nos enriquece, nos dar força espiritual, hálito de vida, a própria eternidade, que desde já é presença em nosso existir. 
  • A conversão, necessidade de cada dia aproximarmo-nos de Deus, mudar nossa conduta para melhor. Nos deixar conduzir na graça, no amor que vem até nós por Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. 
  • A oração, experiência do envolvimento no todo, que é Deus. Essa prática deve ocupar a maior parte do nosso tempo, rezar, confiar, esperar sempre com alegria, esta é a mística do terceiro domingo do advento.
  • A santa obediência de são José, o justo pai terreno do filho de Deus. 
              Quando no advento a liturgia usa a cor rosa nas vestes sacerdotais, no ambão, nas discretas flores, indica o "gáudio" que é a alegria, força revitalizadora que brota da centralidade do mistério que é Deus, derramado como orvalho na aridez dos corações humanos, a alegria é fartamente semeada, afim de que brote vida em plenitude; "Alegrai-vos sempre no Senhor" esta é a proposta do advento, recorramos aos santos intercessores que esperaram confiantes: Virgem Maria, São Jose, São João Batista, Santa Izabel, São Zacarias, São Simão, Santa Ana e São Joaquim ... que não nos deixem desanimar, pois o prometido virá, basta esperar.

Pe. Antonio Gouveia

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O REINO DE DEUS JÁ ESTÁ NO MEIO DE NOS


                  A igreja una santa católica proclama a realeza de Cristo o adora como Rei eterno; reconhecendo sua majestade ."Seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino é um reino que não se dissolverá" (Dn.7,14) esse reinado rompeu, romperá sempre com o natural, sobressaindo-se das coisas, para entrar na realidade espiritual. Na realeza do Pai o filho legisla. É Rei com autoridade, amor, misericórdia, em comunhão com o Espirito Santo definido por ele mesmo como Defensor desse reino edificado por Cristo nos homens e mulheres de fé.
                 Na disposição do supremo Criador, o filho é amado, adorado por muitos na terra, aclamado eternamente pelos anjos no céu. Restaura tudo, todos, seu reinado é de libertação pois as criatura cativas ingressão na soberana liberdade para servir, glorificar, hoje e sempre a suprema majestade revestida de poder e gloria. Poder: é o amor que destrói o mal, essa é a vestimenta real, que como um manto se derrama sobre tudo. A gloria: é a oferta sublime é a unção que nosso eterno e bom pai através do seu sublime filho Jesus Cristo derrama profusamente sobre tudo e todos, assim somos resgatados para sempre da garras das trevas e levados ao Rei da luz.
               Sabes o por que desse ato estrondoso que rompe as trevas, detona o pecado, eleva o pobre o abatido destrói o mal e seu mentor? porque "Deus é rei e se vestiu de majestade" para viver na humanidade, com a humanidade através de seu filho, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, soberano de todos os reis, ele nos libertou com o seu poderosíssimo sangue esse foi o eterno decreto de libertação e criação do novo reino, o de sacerdotes para glorificar nosso Deus Pai, no Espirito Santo, em Jesus o Cristo, Alfa e Omega, aquele que desde sempre é, foi, será o todo Poderoso.
                 O reinado de Jesus foi gerado no sacrifício de amor. Não foi conquistado através de conchavos políticos, tráfegos de influencia, mentiras... outras atitudes que marcam o poder nesse mundo de morte, desigualdades, misérias, fome, dor, morte, corrupção... O conceito de rei enquanto figura politica deve ser ignorado quando o termo Rei é associado a Jesus, por que? porque, ele é a autentica testemunha da verdade! Ao ser vítima é também oferta agradável para Deus, é humilhação para satanás e todo seu reinado de trevas. O reino de Jesus não é desse mundo, porem já, aqui, agora, na vida de cada batizado, batizada, homem, mulher o reino de Cristo se faz realidade. Sua imagem é a Igreja, aquela da perfeita caridade, do perdão, misericórdia, compaixão com, pobres e desvalidos que grita pela paz e a promove, igreja que deseja cada dia se distanciar do poder e se aproximar do servir. 
                Todo rei tem suas credenciais, faixas, palácios, coroa, cetro, discurso, trono... Jesus como rei também tem suas credenciais, uma unica túnica, sua coroa um emaranhado de pontiagudos espinhos, sua veste foi todo seu corpo dilacerado, seu trono a cruz, o manto real, seu próprio sangue, as saudações de boas vinda ao seu reinado foram grossos pregos cravando-lhes mãos, pés, o brinde inaugural de seu reinado foi um cálice amargo de fel, a aclamação foi vaias deboches, seu discurso de posse foi "Pai perdoa-lhes eles não sabem o que fazem" dessa forma o reino de Deus foi, é forjado entregue ao seu filho, que generosamente o deposita na minha, na sua, na vida de todos que se fazem discípulos, discípulas, seguidores, seguidoras de Cristo Rei e Senhor do universo.

Pe. Antonio Gouveia

sábado, 14 de novembro de 2015

GLORIA ETERNA


O evangelho do trigésimo terceiro T.C ano B (Mc. 1324-32) descreve Jesus alertando seus discípulos, sobre sua segunda vinda. Esse acontecimento incidirá sobre realidades como morte, juízo, inferno, paraíso, as forças do céu, da terra serão abaladas. As almas dos bons e dos maus receberam do filho do altíssimo o destino, uns despertarão para vida eterna, outros para o opróbrio eterno, "Deus não nos ameaça com o inferno porque quer condenar-nos, mas para que nós livremos-nos dele" (São João Crisóstomo)
Durante essa manifestação sobrenatural do justo Juiz, a justiça será derramada para alegria de uns, o céu para tristeza de outros o inferno "o inferno é o sofrimento eterno, que consiste na privação de Deus, nossa felicidade, e no fogo com todos os outros males sem bem algum." (São Pio x), Jesus voltará trunfante, glorioso revestido de poder e majestade, para todos julgar. Uma grande tribulação marcará esse acontecimento, o sol vai escurecer, a lua perderá o brilho, as estrelas cairão. Tudo será ofuscado, abalado as realidades naturais ficarão sem forças, os grandes astros do universo se apagarão diante do inefável brilho gloriosíssimo do filho de Deus, que em sua vinda majestosa aplicará sua justiça.
Os eleitos de Deus serão reunidos pelos anjos, postos diante de Deus e seu filho. Para a glória dos justos esse dia será radiante, repleto de felicidade. "muitos dos que dormem no pó da terra despertarão para a vida eterna", as almas dos justos, santos, que repousam no solo criado por Deus, o pó da terra, triunfantemente serão despertos com a suave voz do justíssimo Senhor, Juiz dos séculos, dos tempo "Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo." (Mt 25-34), esses brilharão no firmamento como estrelas por toda eternidade, como em dia de eterno verão, tudo será restaurado o odor de santidade os envolverá, receberão delicias eternas e felicidades sem limites. "O Céu é o gozo eterno de Deus, nossa felicidade e nele a posse de todos os outros bens sem mal algum; e merece o Céu quem é bom, isto é, quem ama e serve fielmente a Deus e morre na sua graça". (São Pio x).
As almas que suportando tribulações sustentam a fé com o coração aberto aguardam, esperam o Cristo, Eterno Supremo Juiz, não serão entregues à morte não conhecerão a corrupção "Bem Aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus" (Mt 5,8). Louvemos, agradeçamos ao nosso bom Deus que através de sua eterna palavra nos alerta quanto o dia do juízo. Com humildade abramos nossa alma para  eternidade preparemo-nos para esse grande dia. .

Pe. Antonio Gouveia

sábado, 7 de novembro de 2015

UM PROFETA, DUAS VIUVAS E JESUS

          

Reza a oração da coleta da missa trigésimo segundo domingo do tempo comum ano b "Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstaculo para que inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço"
(Mr.376), em conformação com essa prece que a santa igreja eleva à Deus estão as leituras:
-O profeta Elias, sinal de vida na aridez da seca.
-A viúva, sinal de partilha.
-Deus age com misericórdia não deixando faltar alimento.
-O pleno sacerdócio de cristo, fonte, origem do sacerdócio comum e ministerial.
-A corajosa e autentica observação de Jesus que condena a opulência religiosa, elogia a simplicidade e o despojamento da pobre viúva
O profeta Elias cujo nome significa "meu Deus é o Senhor", foi um feroz opositor de Acabe
-873-853. A.C, rei rebelde, duro de coração, que permitiu por influencia de sua mulher Jezabel permitiu adoração ao deus Baal, deus da chuva, paganismo, suprimiu a lei de Deus... Elias convocava o povo para ser fiel a Deus, sua santa lei, por essas atitudes em defesa do monoteísmo, foi perseguido por o tal rei Acabe. O episodio da primeira leitura (1Rs-17,10-16) tem como cenário um forte período de seca, fome, morte e descreve o santo profeta Elias fugindo da fúria de Acabe, a mando de Deus vai a cidade de Sarepta, lá por providencia Divina Deus usa uma viúva que partilha o pouquíssimo alimento entre ela, seu filho e o profeta. A partilha se torna na vida dessa viúva um forte sinal de Deus, pois nunca mais faltou-lhes alimento, até o fim da seca. A bondade de Deus é uma torrente, fonte viva auxilio, socorro na secura dos tempos, para os que nele confia.
Reza o salmo "Bendize minha alma bendize ao Senhor"
(Sl-145) bendigamos a Deus em Cristo sacerdote eterno ele ascendeu ao céu no próprio sacrifício de amor, diante de Deus age em nosso favor, irriga as almas secas com seu preciosíssimo sangue é a belíssima mensagem da segunda leitura (Hb- 9-24,28) mostra a generosidade Sacerdotal de Cristo "Ele é o sacerdote verdadeiro que sempre se oferece por nós todos". Os sacrifícios antigos, não tem mais eficacia, a redenção de Cristo plenifica os tempos com o eterno. Seu amor incorpora a humanidade em Deus fazendo-a participar do autentico sacerdócio de Cristo. Diante de tantas graça, respondamos com as boas obras, vivendo, testemunhando a santa palavra de Deus, suportando com paciências as provações no Espirito Santo. Servindo com alegria ao próximo, em Cristo Jesus.
O evangelho revela uma pobre viúva e a confiança na providencia divina, o maior dos tesouros. Jesus Cristo a elogia "Esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmola" e faz um alerta contra aqueles que usam o templo, a religião, para se destacarem dos demais, com roupas vistosas, que buscam os primeiros lugares, gostam de serem cumprimentados, exploram as viúvas, o povo com longas orações, comportamento muito próprio dos fariseus e doutores da lei, uma religião como meio de sobrevivência, uma fé falsa que se esconde detrás de ritualismos, como os antigos sacrifícios oferecidos com sangue de animais.
Uma observação de Jesus; as multidões, ricos depositavam grandes quantias nos cofres, grandes ofertas para receberem grandes milagres, essa atitude mantinha o autoritarismo religioso dos doutores da lei, a boa vida sacerdotal, o vergonhoso comercio com o sagrado. Jesus percebe uma pobre velha sem identidade, invisível ao olhos de todos, mesmo estando no templo não foi acolhida, cumprimenta por ninguém, era uma marginal, uma paupérrima viúva que não chamava atenção, não tinha roupas vistosas, certamente ficara no ultimo lugar, mesmo nessas condições ela entra na fila do ofertório deu duas moedas de pouco valor.
Apagada para os demais essa viúva brilhava diante dos olhos do Santíssimo Redentor, que fita o interior, as retas intenções e profundidade da alma, no compreender de Jesus a pobre viúva deu a maior oferta, pois abrira mão do pouco que tinha para seu sustento. Ela só deseja Deus, o seu valiosíssimo e único tesouro. As duas viúvas é a perfeita imagem da humanidade, seca, sem vida, que precisa brotar da profecia e ser nutrida no Cristo. Deus nos conceda superar os obstáculos da aridez espiritual da viuvez perene e nos torne disponíveis e dedicados ao seu ao serviço.


Pe. Antonio Gouveia

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A JUSTIÇA, JARDIM CELESTE

              

A primeira leitura do livro da sabedoria (2,12.17-20) descreve o conflito entre o ímpio, simbolo do joio, e o justo simbolo, do trigo, ambos estão no mundo, na politica, na vizinhança, na família.... porem estão em guerra."Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio, o que serve a Deus e o que não serve"
(Ml.3,18)
No ímpio falta piedade, sobra maldade é um ser atormentado pela inveja, experimenta constantemente o desprazer de ver o justo vencendo, crescendo no jardim celeste semeado na terra por Jesus o filho de Deus, o justo é sempre vitorioso ainda que perseguido, isto revolta o impio, pois engana a si e Deus, age no impulso da maldade, esconde-se nos farrapos na carcaça de invejas, rivalidades, ódio, arma cilada contra o justo, que é revestido no poder de Deus, nunca o vence pois o justo é filho de Deus, só em Deus espera, vive na presença de Deus, Deus mesmo o defenderá, já o impio mais dias ou menos dias será derrotado.
Todas as investida, torturas do ímpio, apenas tem como finalidade fortalecer a serenidade, paciência do justo, lembre-se sempre disso. Fortalecido na esperança, sustentado em Deus, o justo caminha testemunhando a fé, desfrutando do auxilio divino. "É o Senhor quem sustenta a minha vida" reza o salmo da missa do vigésimo quinto domingo do tempo comum, com ele toda Igreja una, santa e católica, o povo de Deus:
Os da terra igreja peregrina mesmo em constantes e duras provações vindas dos orgulhosos, dos violentos, dos impiedosos, invejas, rivalidades, desordem, obras más, como nos diz São Tiago
(Tg 3,16-4,3). Para combater tais instintos demoníacos, Tiago propõe a sabedoria do alto, aquela que reside no justo e proporciona justiça, pois a mesma é pura, pacifica, modesta, conciliadora, sem fingimento, esperam sem desanimar em Deus, oferecendo-lhe um sacrifício de coração com alegria e louvor.
Da mesma forma a igreja celeste antes testada na provação, já purificada contempla a face de Deus e sua justiça; coragem! é para lá que caminhamos.
No evangelho a catequese de Marcos
(9,30,37) descreve Jesus atravessando a Galileia, caminho rumo ao sacrifício de Cruz, revelando aos seus discípulos a forma de como iria morrer, mas também falava de sua ressurreição o doce fruto de justiça. Os discipulos não compreendiam o que Jesus lhes falava, discutiam quem entre eles era o maior. Tomados pelo espirito das paixões carnais na cobiça, que nos fala Tiago, não ha como crescer, como acolher sabedoria do alto, queriam cada um ser maior do que o outro, as discussões vãs é um grave impedimento à escuta da palavra de Deus.
A busca por tal situação, vem do conflito interior, desejam o primeiro lugar, o destaque. O discípulo que busca ser o primeiro, sem consciência do servir, corre perigo de ser engolido pela impiedade. Na mentalidade de Jesus, maior, o primeiro é aquele que se dispõe servir a todos, como ele mesmo fez, lavando os pés dos discípulos, assumindo nossas dores, sendo luz... Para abrir o entendimento dos discípulos, também o nosso, Jesus mostra-lhes uma criança, simbolo da fragilidade, carente de amparo, proteção, é assim que Deus olha para todas as pessoas, as acolhe em sua infinita misericórdia.
Acolhamos da mesma, uns aos outros, nisso diz Jesus ,estaremos acolhendo Deus. A esperança simbolizada na criança crescerá. Cresça no mundo o reinado de Jesus ele é misericordioso, justo, pacifico, eterno conciliador. O tal almejado primeiro lugar será de todos. A impiedade assim como o impiedoso não terão força. Peçamos a interseção da santa virgem Maria de seu justíssimo esposo São José, para que sejam destruídas rivalidades, desordens, invejas, maldades... floresça nas famílias, vizinhança, comunidades, o amor, paz, caridade, acolhida em Cristo Jesus, só assim cuidaremos da justiça, jardim celeste na terra.


Pe. Antonio Gouveia

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

NÃO AO OPOSITOR

              



Marcos (8, 27-35) narra um dialogo entre Jesus e seus discípulos durante uma caminhada rumo ao povoado de Cesareia de Filipe. O que tem haver esse lugar com a narrativa?. Esse lugar, que antigamente chamava-se Panias foi uma região dedicada ao paganismo do antigo Israel.
Era um lugar destinado à adoração ao deus pã, um ser mitológico de origem grega metade bode, metade homem, quem não lhe deixasse oferendas seria atormentado perseguido, dai a origem do nome panico (medo) nos anos vinte A.C o rei Herodes, o grande, havia construído um templo nessa região em homenagem e divinização ao imperador Cesar Augusto, idolatria ao imperador que era visto como divino, era também uma pratica comum de paganismo.
A inimizade do ser humano com Deus é resultante do paganismo. Com a morte de Herodes, seu filho, Herodes Filipe, assume esse lugar, acrescentando seu nome à região: Cesareia de Filipe.
A graça de Deus se revela aos discípulos de Jesus, neste lugar onde a infidelidade, o paganismo prevaleceu, aí Jesus une os homens com Deus quebrando toda descrença, para semear amizade divina "Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus" (Tiago 4:4). Sejamos ponte de amizade entre Deus e o humano, proclamemos o poderio de Jesus, ele está acima de tudo, de todos, foi elevado na cruz como vitima perfeita entre o céu e a terra, destruindo o mal com sacrifício redentor no amor.
Mesmo que essa obra redentora aconteça da pior forma possível, com sofrimento, desprezo, condenação, morte na cruz, escândalo para muitos, vergonha para uns, para Jesus Cristo é honra, para os pecadores salvação.
Foi nesse lugar que Jesus revelou-se aos discípulos. Profetizando rejeição, sofrimento que teria por parte dos anciãos, sumos sacerdotes, doutores da lei, também sua morte e gloriosa ressurreição.
Aí neste lugar que Pedro reconhecendo a divindade de Jesus o identifica como Messias, Salvador. Nesse lugar que lamentavelmente Pedro repreende Jesus tentando afasta-lo de sua missão, de testemunhar seu amor através da desumana, morte na cruz. A intenção de Pedro era proteger Jesus de tão grande suplicio, desonra... essa intenção de Pedro não agradou a Jesus, que também o repreende dizendo "Vai para longe de mim satanás! Tu não pensas como Deus e sim como os Homens"
O significado da repreensão de Jesus à Pedro, é a todos que opõe-se aos planos de Deus, por influencia do mal, é como satanás, opositor, adversário inimigo de Deus e dos homens, por um momento o mal se disfarçou de excessiva proteção á Jesus, nas palavras de Pedro, com finalidade de fazer Jesus desistir do santo sacrifício da imolação em favor dos pecadores. Tal repreensão deu a Pedro sabedoria que ele mesmo vai alertar os Cristãos contra a influencia do mal "Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós." (1Pedro 5:8;9).
Jesus percebeu o mal tentando causar oposição através de Pedro. É o próprio Satanás que é enxotado pela palavra e autoridade de Jesus, pois o mesmo antes irrito-se quando Pedro proclamou Jesus como Messias.
Pensar como os homens é pensar segundo a carne, é não se deixar conduzir no Espirito, com o Espirito, pelo o Espirito, é nesta condução que o discípulo encontra sentido para seguir Jesus, renunciando a si mesmo, tomando com coragem a cruz a ponto de perder á própria vida por causa de Jesus, da sua palavra o evangelho, foi o que aconteceu com Pedro, pois foi crucificado de cabeça para baixo, em Roma durante o reinado de Nero entre 64 e 67 depois de Cristo.
O demônio se opõe contra esse plano sobrenatural de Deus presente e realizado em Jesus. Quem é Jesus? é o servo sofredor descrito por Isaías "Ofereci as costas para me baterem, e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas" com essa atitude Jesus realiza a obra da salvação em favor de todos ao mesmo tempo ele semeia a fé. Obra e fé duas praticas que revelam a grandeza de quem esta sempre na presença do Senhor e se deixa conduzir na vontade de Deus.

Pe. Antonio Gouveia